Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar provas do Banco Master
O presidente do STF determinou que André Mendonça disponibilize integralmente as provas do caso Banco Master antes da sessão de 15 de setembro, acolhendo pedido da PGR por transparência no processo.

Divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, que o ministro André Mendonça disponibilize todas as provas e peças das investigações sobre o Banco Master no prazo de 24 horas. A decisão acolhe pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e busca garantir acesso integral ao material antes do julgamento marcado para 15 de setembro.
Pedido de transparência antes da sessão
A solicitação da PGR questiona a liberação parcial das informações relacionadas ao relatório da Polícia Federal que trata de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Para a procuradoria, o plenário precisa examinar o conjunto completo dos elementos antes de se manifestar sobre os pedidos de investigação apresentados no âmbito da crise.
A exigência de transparência ganha relevância porque o caso envolve membros do próprio Supremo e decisões recentes adotadas por diferentes ministros. Fachin destacou que, quando fatos colocam em dúvida o funcionamento da Corte, cabe aos integrantes do tribunal esclarecer o ocorrido e, se necessário, definir responsabilidades.
Crise envolve relatório da Polícia Federal
O conflito começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que apontou conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. O documento também tratou de contratos milionários firmados com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, além de possíveis menções às investigações sobre fraudes atribuídas ao banco.
No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório, sustentando que sua divulgação teria interferido no curso das investigações. Dias depois, Alexandre de Moraes apresentou pedido para apurar Mendonça por suposto abuso de autoridade, citando um relatório de inteligência produzido pela Polícia Federal.
Fachin concentra decisões na Presidência
Diante dos pedidos cruzados, Fachin unificou os processos sob a condução da Presidência do STF e determinou que Mendonça, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos. A medida foi adotada para organizar a análise das questões e evitar o avanço paralelo de decisões sobre o mesmo conflito institucional.
O presidente do STF também suspendeu o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues determinado por Mendonça e, posteriormente, revogou a reintegração do diretor-geral feita por Flávio Dino. Além disso, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e pautou para 15 de setembro o pedido de investigação contra o ministro.
Plenário decide próximo dia 15
A sessão aberta ao público será o principal momento de análise da crise. Até lá, a determinação de Fachin obriga a disponibilização integral das provas do Banco Master, permitindo que os ministros examinem o mesmo conjunto documental antes de decidir sobre os pedidos de investigação e sobre os questionamentos referentes à condução das apurações.
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