Deltan Dallagnol acusa Pt de usar Gilmar Mendes para interferir nas eleições
Candidato ao Senado alega que o partido tenta anular seus votos antes de decisão final do TSE sobre sua candidatura, classificando a manobra como um atentado à democracia.

Divulgação
O candidato ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), fez uma forte acusação neste sábado (3.out.2026), afirmando que o Partido dos Trabalhadores (PT) estaria buscando utilizar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para influenciar o resultado das eleições. A declaração surge após o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) protocolar um pedido junto ao ministro para que os votos destinados a Dallagnol no pleito de domingo (4.out) sejam considerados nulos.
Manobra judicial contra candidatura
O pedido foi apresentado na Reclamação 94.666, que já se encontra sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. A ação tramita no STF em paralelo à análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre um recurso que contesta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), a qual havia validado a candidatura de Deltan Dallagnol. Embora o TSE já tenha determinado a suspensão das atividades de campanha do ex-procurador, uma decisão definitiva sobre o registro de sua candidatura ainda não foi proferida. Na sexta-feira (2.out), a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) manifestou-se favoravelmente à manutenção da candidatura.
Dallagnol denuncia tentativa de fraude eleitoral
Em sua manifestação, Deltan Dallagnol declarou: “O PT sabe que perde no voto popular e tenta agora fraudar as eleições utilizando uma manobra para conseguir uma decisão de Gilmar Mendes. Isso é um atentado contra a democracia, contra o TSE, contra a Constituição e contra a soberania do voto popular”. Em um vídeo divulgado, o candidato detalhou que, segundo ele, Gilmar Mendes estaria criando uma espécie de “TSE paralelo” em seu gabinete, onde novos pedidos seriam apresentados em processos já existentes, contornando o sorteio de relatores para novas ações.
Impacto na disputa eleitoral e precedentes citados
Dallagnol também conectou o episódio a decisões recentes de Gilmar Mendes em outras disputas eleitorais. Ele citou a determinação monocrática que exigiu a participação de Renan Santos (Missão) em um debate presidencial da TV Globo, levando à desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e ao cancelamento do evento, além de uma decisão que reverteu o direito de resposta concedido a Sergio Moro (PL) contra uma propaganda de Sandro Alex (PSD) no Paraná. A manobra relatada, se acatada, poderia ter impacto direto na disputa pelas duas vagas do Senado pelo Paraná, especialmente considerando que Gleisi Hoffmann (PT), também candidata, poderia ser beneficiada pela anulação dos votos de Dallagnol.
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