Conselho evangélico acusa Lula de ‘guerra religiosa’ por fake news sobre Nossa Senhora
Um conselho interdenominacional de ministros evangélicos, liderado pelo pastor Silas Malafaia, emitiu uma forte crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus apoiadores. A entidade acusa o grupo de usar uma fake news para criar um conflito religioso entre católicos e evangélicos, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o título de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O conselho negou qualquer articulação para alterar celebrações ou feriados de outras religiões.

Divulgação
O Cimeb (Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil) divulgou na segunda-feira (28.set.2026) uma nota veemente, na qual critica a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus apoiadores. A entidade, liderada pelo pastor Silas Malafaia, acusa o grupo político de utilizar uma fake news para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e, o que considera mais grave, incitar uma "guerra religiosa" entre católicos e evangélicos no país.
Fake news ligava senador a proposta antiga sobre padroeira
A controvérsia gira em torno de uma informação falsa que associa Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e extinguir o feriado nacional de 12 de outubro. O senador nega categoricamente defender tal medida. A entidade evangélica esclareceu que a proposta em questão, o PL 2.623 de 2007, foi apresentada pelo então deputado federal Victório Galli (PMDB-MT) e foi arquivada em 2008, sem qualquer participação de Flávio Bolsonaro, que na época era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Cimeb repudia conflito religioso e garante coexistência
No comunicado oficial, o Cimeb classificou a disseminação da informação como uma tentativa inaceitável de fomentar o conflito entre diferentes grupos religiosos. A entidade reforçou que os evangélicos e católicos vivem em paz no Brasil e que não existe qualquer articulação de lideranças evangélicas para interferir em celebrações ou feriados de outras religiões. "O Cimeb repudia com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos", afirma um trecho da nota, que conta com a assinatura de mais de dez mil pastores de diversas denominações.
Origem da informação e falta de resposta da campanha de Lula
O caso ganhou repercussão após uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes, durante o programa “Em Pauta”, da GloboNews, em 24 de setembro. A fala foi, posteriormente, associada de forma equivocada nas redes sociais a uma intenção de Flávio Bolsonaro de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida. A GloboNews prontamente corrigiu a informação e pediu desculpas pela imprecisão. O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores do Cimeb, também se manifestou por meio de vídeo, criticando duramente o que chamou de "desespero de Lula e seus aliados". A assessoria da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi procurada para comentar as acusações do Cimeb, mas não houve resposta até o momento da publicação desta reportagem.
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