China pede fim do bloqueio a Cuba e respeito à soberania de países do Golfo
Vice-presidente chinês Han Zheng, em discurso na ONU, criticou sanções e defendeu o direito internacional, um dia após visita de Xi Jinping aos EUA.

Divulgação
Em um pronunciamento na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o vice-presidente da China, Han Zheng, fez um apelo contundente pelo fim do bloqueio econômico imposto a Cuba e pelo respeito à soberania dos países do Golfo. Embora não tenha nomeado diretamente os Estados Unidos, as declarações foram interpretadas como uma crítica direta às sanções e à política externa americana.
Fim do bloqueio a Cuba e respeito à soberania
Han Zheng declarou que a China "insta o país em questão a cessar imediatamente o uso da força ou a ameaça de seu uso contra Cuba, bem como a levantar, imediata e totalmente, o bloqueio e as sanções impostos à ilha". O discurso ocorreu um dia após o encerramento da visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, um encontro que buscou estabilizar as relações bilaterais.
Defesa do direito internacional e estabilidade global
O vice-presidente chinês também enfatizou a importância do cumprimento do direito internacional e da Carta da ONU por parte das grandes potências. "Os principais países devem ter responsabilidades especiais na salvaguarda da paz e da segurança internacionais e devem assumir a liderança no cumprimento das regras, na defesa do Estado de Direito e na prática do que é certo", afirmou. No que tange ao Oriente Médio, Han Zheng defendeu que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo os do Golfo, sejam respeitadas, e que as cadeias industriais e de suprimentos internacionais permaneçam estáveis e desimpedidas, protegendo o comércio global.
Contexto da visita de Xi Jinping e tensões com Irã
A fala de Han Zheng ganha relevância em virtude do momento em que foi proferida, logo após a cúpula entre Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar de ambos os líderes terem anunciado entendimentos em áreas como comércio e inteligência artificial, as tensões persistem. Recentemente, o embaixador americano na China relatou que Trump advertiu Xi contra o apoio chinês ao governo iraniano, com o presidente chinês assegurando que tal apoio não seria prestado. Paralelamente, Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o estreito de Ormuz em sete dias, demonstrando a complexidade das relações geopolíticas atuais.
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