Campanha de Lula mira Flávio Bolsonaro em última propaganda eleitoral antes do 1º turno
Na reta final do primeiro turno das eleições, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Um vídeo divulgado explorou episódios controversos da carreira política do senador, como 'rachadinhas' e ligações com milicianos, além de resgatar falas polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro, acirrando o debate eleitoral.

Divulgação
A última propaganda eleitoral antes do primeiro turno das eleições é, para muitos candidatos, um momento crucial para consolidar mensagens e atacar adversários. Foi o que fez a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que dedicou seu espaço na última sexta-feira (2 de outubro de 2026, considerando a data como referencial de 'nesta sexta-feira' no contexto eleitoral) para focar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal oponente na corrida presidencial. Um vídeo, com narração do jornalista Chico Pinheiro, revisitou uma série de momentos polêmicos da trajetória política do senador, buscando influenciar os eleitores na véspera do pleito.
Retrospectiva de controvérsias na carreira política
O material audiovisual da campanha de Lula buscou traçar um panorama da carreira de Flávio Bolsonaro, desde sua atuação como assessor em Brasília até a cadeira no Senado. A peça explorou uma série de acusações e investigações, começando pela suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete, um esquema de apropriação de parte dos salários de funcionários que foi objeto de investigação. Outro ponto levantado foi a ligação de Flávio com o miliciano Adriano da Nóbrega, falecido em 2020, que teria recebido homenagens do então deputado estadual em 2003 e 2004. O vídeo também trouxe à tona a investigação sobre a loja de chocolates da qual o senador foi sócio no Rio de Janeiro, com menção a depósitos em dinheiro de valores considerados atípicos recebidos pela franquia entre 2015 e 2018.
Ligações financeiras e acusações de favorecimento
A campanha petista não deixou de lado a controvérsia envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O vídeo mencionou que Flávio Bolsonaro teria solicitado um financiamento de R$ 134 milhões a Vorcaro para a produção de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), levantando questionamentos sobre a natureza da relação entre o senador e o empresário. Adicionalmente, a peça resgatou a acusação de que, aos 19 anos, Flávio teria ocupado um cargo em um gabinete na Câmara, ao mesmo tempo em que cursava faculdade presencial e realizava estágio voluntário. Tal situação foi sugerida como indício de uma posição de “funcionário fantasma” em seu início na vida pública.
Críticas à gestão anterior e declarações polêmicas
Para além das acusações diretamente ligadas a Flávio Bolsonaro, a propaganda eleitoral também incluiu trechos de falas de Jair Bolsonaro, utilizadas para criticar a gestão anterior e a postura do ex-presidente. Foram resgatadas declarações sobre a intenção de interferir “em todos os ministérios” para proteger a própria família, assim como a polêmica afirmação de 2022 a respeito de meninas venezuelanas que estariam “se arrumando” para “ganhar a vida”. Esses recortes tiveram o objetivo de reforçar a narrativa de uma gestão marcada por atitudes questionáveis e declarações que geraram grande repercussão negativa.
A estratégia na reta final do pleito
A divulgação deste vídeo na última propaganda eleitoral antes do primeiro turno, que acontecerá no domingo (4 de outubro de 2026), sublinha a intensidade da disputa presidencial. Em um cenário eleitoral dinâmico, onde pesquisas indicam uma corrida acirrada, a campanha do presidente Lula optou por uma abordagem direta, buscando influenciar os eleitores com uma retrospectiva de temas controversos. A estratégia visa consolidar o apoio e, potencialmente, atrair indecisos ao expor o que considera serem fragilidades e inconsistências na trajetória do adversário e no legado de sua família política.
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