Alckmin rebate Flávio Bolsonaro e afirma que São Paulo "não quer ditadura"
Vice-presidente, em ato com Lula, critica senador do PL e defende a Constituição, comparando o discurso adversário a um "cavalo da mentira".

Divulgação
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), dirigiu críticas contundentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante um ato político em São Paulo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alckmin declarou enfaticamente que o estado paulista "não quer ditadura", evocando a memória de estudantes que se tornaram símbolos da luta pela democracia no país.
São Paulo e a memória democrática
Em sua manifestação, Alckmin resgatou figuras históricas como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, estudantes que morreram em 1932 durante confrontos que antecederam a Revolução Constitucionalista. Ele contrapôs esses "ídolos" aos que, segundo ele, teriam o coronel Ustra como referência, em uma clara alusão a declarações e posicionamentos associados ao bolsonarismo. A menção aos jovens, cujas iniciais formam a sigla MMDC, busca reforçar a identidade paulista com a defesa da Constituição e dos valores democráticos.
Críticas à "mentira" e a ligação com o Banco Master
O vice-presidente também abordou a questão financeira, ao se referir a um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro como o "cavalo da mentira". Essa declaração foi interpretada como uma crítica a supostas relações financeiras entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A fala de Alckmin sugere que o discurso do candidato do PL seria baseado em informações falsas ou enganosas, especialmente no que tange a questões econômicas e de legitimidade.
A defesa intransigente da Constituição
Geraldo Alckmin reiterou o compromisso com a Carta Magna, afirmando que São Paulo "deu a vida pela Constituição" e que "ninguém vai rasgar" o documento. A declaração reforça a posição do governo em defesa das instituições democráticas e do Estado de Direito, em um cenário político marcado por intensos debates e divergências ideológicas. A evocação da Revolução Constitucionalista de 1932 e o sacrifício dos jovens servem como um poderoso lembrete da importância da luta pela liberdade e pela ordem democrática no Brasil.
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