Senador Magno Malta é denunciado por agressão a técnica de enfermagem em hospital de Brasília
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o senador Magno Malta por vias de fato após suposto tapa no rosto de uma técnica de enfermagem durante um procedimento médico. O caso ganha repercussão no 2º Juizado Especial Criminal.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) formalizou denúncia contra o senador Magno Malta (PL-ES) por suposta agressão a uma técnica de enfermagem em um hospital particular de Brasília. Segundo a acusação, o parlamentar teria desferido um tapa no rosto da profissional durante um exame de angiotomografia no Hospital DF Star, em data não especificada.
Contexto do incidente
A vítima, identificada como técnica de enfermagem, relatou ao MPDFT que identificou um extravasamento de contraste no braço do senador durante o procedimento. Ao se aproximar para oferecer auxílio, o parlamentar teria reagido com violência, atingindo-a com um golpe que, segundo a denúncia, provocou danos materiais — como o entortamento de seus óculos — e deixou marcas visíveis em seu rosto, como vermelhidão e dor localizada.
Procedimento judicial e pedidos do MP
A denúncia, protocolada em 28 de agosto, tramita no 2º Juizado Especial Criminal de Brasília. O Ministério Público solicitou a condenação de Malta à reparação de danos materiais e morais à vítima, cujo valor será definido pelo juiz responsável. O MPDFT chegou a oferecer um acordo ao senador: pagamento de R$ 6 mil ou prestação de 45 horas de serviços comunitários, mas o parlamentar recusou a proposta, alegando falta de provas.
Versão do senador e contra-acusação
Em nota, a defesa de Magno Malta negou as acusações, afirmando que 'não há comprovação de agressão física, tampouco laudo pericial que indique lesão compatível com a acusação'. O senador alegou confiar na Justiça para esclarecer os fatos e manteve seu direito de defesa. Paralelamente, Malta registrou boletim de ocorrência contra a técnica de enfermagem por suposta lesão corporal culposa, mas o 2º Juizado Especial Criminal de Brasília arquivou o termo circunstanciado em 21 de julho, por entender que não havia elementos mínimos para prosseguir com a acusação contra a profissional de saúde.



