sexta-feira, 04 de setembro de 2026
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Muro desaba e transforma briga de vizinhos em batalha milionária com Simone Mendes

Guitarrista Léo Stuart move ação de R$ 1,3 milhão contra cantora após desabamento em Barueri; perícia judicial aponta falhas na obra de Simone Mendes, que recorre ao STJ

Wanessa·
Muro desaba e transforma briga de vizinhos em batalha milionária com Simone Mendes

A Justiça se tornou palco de uma disputa milionária entre a cantora Simone Mendes e o guitarrista Léo Stuart, do Tihuana. Tudo começou em novembro de 2024, quando um muro construído no imóvel da artista em Barueri (SP) desabou durante fortes chuvas, causando danos milionários à propriedade vizinha. Agora, a batalha judicial atinge a casa dos R$ 1,3 milhão, com Léo Stuart exigindo reparação pelos prejuízos materiais e morais.

A Black Diamond Holding, empresa do músico, ingressou com ação na Vara Cível local, pedindo indenização por danos materiais, reconstrução das estruturas danificadas e R$ 1 milhão por danos morais — este último valor ainda será avaliado pela Justiça. Entre os bens atingidos pelo entulho e água, destacam-se um piano avaliado em R$ 400 mil, pomar, piscina, lago de carpas (uma das quais faleceu) e o sistema de abastecimento de água.

Perícia judicial derruba defesa de Simone Mendes

A cantora tentou se antecipar ao processo com uma ação de produção antecipada de provas em dezembro de 2024, mas o engenheiro Walmir Pereira Modotti, responsável pelo laudo judicial, concluiu que o muro construído em seu imóvel não possuía sistema de drenagem nem estrutura adequada para suportar pressões horizontais. Com o solo saturado pelas chuvas, a estrutura atuou como uma barragem, pressionando o muro vizinho até o colapso. As conclusões técnicas foram usadas pela defesa de Léo Stuart como prova da responsabilidade de Simone Mendes.

Justiça determina reparos e cantora recorre

Em abril de 2026, a 36ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP negou por unanimidade o recurso da cantora e manteve a decisão que determinou a paralisação da obra, reconstrução dos muros e restauração das áreas danificadas do imóvel de Léo Stuart, sob multa diária de R$ 2 mil — limitada a R$ 200 mil. Em agosto, a defesa da artista apresentou Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o processo ainda não foi analisado pela Corte Superior. A ação por danos morais segue sem julgamento definitivo.

Defesa alega caso fortuito e contesta responsabilidade

Os advogados de Simone Mendes sustentam que o desabamento foi resultado das fortes chuvas, classificando o evento como caso fortuito. A defesa também questiona a necessidade de medidas urgentes e alega que a limpeza da área já foi custeada pela cantora. Um laudo particular, elaborado pela engenheira Lícia Mahtuk Freitas, apontava problemas no muro do imóvel de Léo Stuart e não atribuía falhas à obra de Simone Mendes. No entanto, os argumentos ainda não foram suficientes para reverter as decisões judiciais anteriores.

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