Helicóptero de Rick voava em espaço aéreo não controlado, mas sem irregularidade
Aeronave que transportava o cantor sertanejo emitiu o último sinal um minuto antes da queda em Urubici. A Força Aérea Brasileira esclarece que voar em espaço não controlado não implica em proibição ou falta de orientação.

Divulgação
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou detalhes sobre o voo da aeronave que transportava o cantor Rick, falecido em 21 de outubro. Segundo as investigações, o helicóptero Bell 430, de prefixo PP-MGR, operava em um espaço aéreo classificado como não controlado. Essa classificação, no entanto, não significa que o voo estivesse sem regras ou acompanhamento, mas sim que não exigia contato permanente com um órgão de controle de tráfego aéreo.
Entendendo o espaço aéreo não controlado
A expressão "espaço aéreo não controlado" pode gerar interpretações equivocadas. Tecnicamente, refere-se a áreas onde a comunicação contínua com controladores de tráfego aéreo não é obrigatória. Apesar disso, os pilotos têm acesso a informações cruciais por meio do Serviço de Informação de Voo. No trajeto em questão, essa prestação de serviço era realizada pela unidade de Curitiba, vinculada ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II).
FAB garante que voo não era proibido
O coronel aviador Silvio Monteiro Júnior, da FAB, enfatizou que a classificação do espaço aéreo não tornava a operação ilegal. Mesmo diante de um cenário meteorológico desfavorável, com chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade devido à nebulosidade, não havia uma determinação específica que impedisse o sobrevoo da região. Essas condições climáticas são parte da investigação, mas ainda não foram apontadas como a causa isolada da tragédia. Detalhes sobre eventuais comunicações entre os pilotos e o Serviço de Informação de Voo antes da queda ainda não foram divulgados.
Cronologia e investigação em andamento
O helicóptero decolou de Porto Belo às 10h30, com previsão de pouso em Criciúma às 11h24. O último sinal emitido pela aeronave foi registrado às 11h34, e estima-se que a queda tenha ocorrido um minuto depois, em uma área de mata densa em Urubici, na Serra Catarinense. A diferença de tempo entre o último sinal e o impacto estimado auxilia na reconstrução da cronologia do voo. As investigações, conduzidas pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), buscam identificar fatores que possam prevenir acidentes semelhantes. A análise da caixa-preta, já localizada, é esperada para fornecer mais clareza sobre os momentos que antecederam a queda. Além de Rick, outras quatro pessoas morreram no acidente.
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