A busca por soluções mais limpas e eficientes no tratamento de água tem colocado o ozônio no centro das atenções no Brasil. Segundo a Wier, empresa especializada na tecnologia, a aplicação desse gás pode reduzir em até 95% o uso de produtos químicos como o cloro, tradicionalmente empregado em processos de desinfecção e purificação.
Como o ozônio atua: eficiência sem resíduos
O ozônio age por meio de um processo de oxidação avançada, capaz de eliminar bactérias, vírus e outros contaminantes sem deixar resíduos químicos persistentes. Diferente do cloro, que exige dosagens contínuas e pode gerar subprodutos prejudiciais, o ozônio decompõe-se rapidamente em oxigênio, garantindo água mais segura e com menor impacto ambiental.
Aplicações que vão da cidade ao campo
A tecnologia já é adotada em diversos setores, desde sistemas de abastecimento público até processos industriais e agrícolas. Na indústria, o ozônio é ideal para etapas que demandam controle microbiológico rigoroso, como na produção de alimentos e bebidas. No agronegócio, a solução apoia a irrigação de precisão, a higienização de equipamentos e o tratamento de efluentes, reduzindo custos e melhorando a produtividade.
Segundo Bruno Mena, PhD em Química e CEO da Wier, a adoção do ozônio reflete uma mudança de paradigma na gestão hídrica brasileira. “Em um cenário de crescente preocupação com segurança hídrica e sustentabilidade, o ozônio se destaca por aliar desempenho técnico a uma pegada ambiental reduzida. É uma ferramenta estratégica para empresas e governos que buscam inovar sem abrir mão da eficiência”, explica.
Vantagens que vão além da redução química
Além de minimizar o uso de cloro e outros insumos, a tecnologia com ozônio oferece benefícios como maior velocidade na desinfecção, menor formação de subprodutos nocivos e flexibilidade para projetos de diferentes escalas. Seja em uma estação de tratamento municipal ou em uma fazenda de grande porte, a solução pode ser adaptada para atender demandas específicas, desde a purificação de água potável até o reúso de efluentes.
O avanço da tecnologia também chega em um momento em que o Brasil enfrenta desafios como escassez hídrica, pressão por reúso de água e regulações cada vez mais rígidas. Nesse contexto, o ozônio surge como uma alternativa alinhada às exigências do futuro, combinando inovação, economia e responsabilidade ambiental.
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