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Economia

Leilão histórico em Goiás projeta R$ 150 milhões e consolida Brasil como potência global do cavalo Quarto de Milha

Roberto Neves
15 de maio de 2026 às 10:40
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Leilão histórico em Goiás projeta R$ 150 milhões e consolida Brasil como potência global do cavalo Quarto de Milha
Divulgação / Imagem Automática

A quinta edição do Leilão JBJ Ranch & Família Quartista, que começa nesta quinta-feira (15) em Nazário, interior de Goiás, não é apenas mais um evento do calendário equestre. Com expectativa de faturar cerca de R$ 150 milhões ao longo de três dias, o leilão se consolida como o maior do mundo na categoria cavalo Quarto de Milha, superando o recorde de R$ 128 milhões atingido na edição anterior.

A genética milionária que atrai o mundo

O evento reúne animais de genética inédita, incluindo garanhões lendários da modalidade Rédeas — esporte equestre que exige precisão e velocidade — e investidores de países como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. A operação da JBJ Ranch, comandada pelo empresário goiano Fabrício Batista, transformou a criação de cavalos de alta performance em um negócio estruturado, com controle rigoroso de custos desde a gestação até a recria.

Cada animal da JBJ Ranch tem seu histórico individualizado, que inclui dados de alimentação, manejo veterinário, treinamento e reprodução. Essa abordagem inédita no setor equestre brasileiro permitiu escalar a operação para níveis globais, atraindo compradores dispostos a pagar valores recordes por exemplares de elite.

Do Brasil para o mundo: a internacionalização da JBJ Ranch

O crescimento da JBJ Ranch não se limitou ao território nacional. Em 2023, a empresa adquiriu uma estrutura completa nos Estados Unidos — em Pilot Point, no Texas —, incluindo centro de treinamento, laboratório genético e fazenda de reprodução. Essa expansão foi fundamental para consolidar a marca como referência mundial em genética de Quarto de Milha, especialmente na modalidade Rédeas, onde o Brasil já é considerado uma potência.

“Planejamento é a chave da criação da JBJ”, afirma Marcos Ferrari, executivo da empresa. “Não tratamos cavalos como hobby, mas como um negócio de alta performance, com metas claras e gestão profissional.”

Um modelo de negócios que reescreve o agronegócio equestre

Fabrício Batista, fundador da JBJ Ranch, revela que a inspiração veio da pecuária e da indústria, setores nos quais a profissionalização é padrão. “O cavalo sempre foi visto muito como paixão e pouco como negócio. Nós trouxemos a cultura da gestão profissional para o setor equestre, com controle de custos, planejamento estratégico e foco em resultados”, explica.

Esse modelo não apenas aumentou a rentabilidade dos animais como também elevou o prestígio da raça Quarto de Milha brasileira no exterior. Atualmente, a JBJ Ranch tem clientes em mais de 20 países, e o leilão anual se tornou um termômetro do mercado global de cavalos de elite.

O que muda para o mercado após o leilão?

Além do impacto financeiro imediato — que deve movimentar a economia local e atrair turistas e mídia internacional —, o evento reforça a posição do Brasil como líder na produção de cavalos Quarto de Milha de alto desempenho. Especialistas do setor preveem que a profissionalização do segmento atrairá mais investimentos estrangeiros e elevará o valor dos animais brasileiros em negociações futuras.

Para os criadores, o leilão serve como um benchmarking de boas práticas, mostrando como a gestão profissional pode transformar um empreendimento equestre em uma operação global. Já para os compradores, representa a oportunidade de adquirir animais com histórico comprovado de performance, garantindo retorno em competições e valorização patrimonial.

O futuro da JBJ Ranch: inovação e expansão

A empresa já estuda novas frentes, como a expansão para a Europa e a diversificação em outras modalidades equestres, como o Cutting. Com uma estrutura enxuta mas altamente tecnológica, a JBJ Ranch demonstra que é possível aliar tradição e inovação no agronegócio brasileiro.

Enquanto os animais são preparados para o leilão — com destaque para os garanhões que já são campeões mundiais —, o evento se consolida não só como um marco do setor, mas como um exemplo de como o Brasil pode liderar a transformação digital e profissional do agronegócio global.

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