O governador da Paraíba anunciou nesta segunda-feira a destinação de R$ 6 milhões em recursos federais para conter os danos causados pelas intensas chuvas que assolaram o estado na última semana. O decreto de estado de calamidade pública, publicado na sexta-feira (12), visa agilizar as ações de socorro, reconstrução e assistência às vítimas, após os eventos climáticos terem deixado um rastro de destruição e mortes.
As tempestades, que atingiram principalmente os municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo, deixaram cerca de 16 mil pessoas impactadas, com interrupção no abastecimento de água na Grande João Pessoa e centenas de desalojados. Segundo dados da Defesa Civil, os prejuízos ainda incluem danos em infraestrutura, como estradas e pontes, além de perdas em áreas agrícolas.
Operação de resgate mobiliza mais de 700 militares
O Corpo de Bombeiros da Paraíba coordenou uma operação de resgate que resultou na retirada de mais de 300 pessoas de áreas alagadas ou em risco de desabamento. No total, 746 militares foram mobilizados, contando com viaturas, embarcações e aeronaves para alcançar as regiões mais afetadas. A ação, que durou dias, envolveu também a colaboração de órgãos estaduais e municipais.
Recursos federais têm prazo e regras rígidas
Os R$ 6 milhões repassados pelo governo federal devem ser aplicados exclusivamente em ações previstas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e aprovadas pela União. O prazo para execução das medidas é de 180 dias, com obrigatoriedade de prestação de contas em até 30 dias após o término dos trabalhos. Qualquer desvio de recurso poderá ser caracterizado como improbidade administrativa.
O que esperar nos próximos meses?
Acelerar a reconstrução de moradias, recuperar redes de água e esgoto e reestabelecer a normalidade nos serviços essenciais são prioridades. Especialistas alertam, no entanto, que a continuidade das chuvas — típicas do período — pode agravar a situação, exigindo investimentos adicionais em sistemas de drenagem e alerta precoce. Enquanto isso, a população afetada enfrenta incertezas sobre o acesso a moradia digna e apoio psicológico para lidar com o trauma das perdas.
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