O intestino como pilar da suinocultura moderna
A suinocultura brasileira, responsável por cerca de 4,5 milhões de toneladas de carne suína anualmente, enfrenta desafios constantes para manter a produtividade e a saúde dos plantéis. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o intestino desempenha um papel tão crucial quanto a nutrição ou o manejo sanitário: ele é responsável por até 30% da digestão e absorção de nutrientes essenciais para o desenvolvimento dos animais. “Quando há falhas nesse processo, os impactos são diretos no desempenho zootécnico e na saúde dos suínos”, explica Mariana Rosetti, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal. A especialista destaca que problemas intestinais estão frequentemente associados a desequilíbrios na microbiota, condição conhecida como disbiose, que reduz a eficiência da digestão e a assimilação dos nutrientes.
Sinais de alerta: quando o baixo desempenho tem origem intestinal
Identificar alterações na saúde intestinal dos suínos é fundamental para evitar prejuízos econômicos. Entre os principais indícios estão a consistência anormal das fezes — que pode variar de pastosa a aquosa —, episódios de diarreia, redução no consumo de água e ração, letargia e até febre. “Esses sintomas são mais evidentes em fases críticas, como no pós-desmame, quando os animais enfrentam estresse metabólico e imunológico”, afirma Rosetti. A coordenadora da MCassab acrescenta que lotes desuniformes, com animais apresentando crescimento mais lento ou perda de peso, também podem ser sinais de um problema intestinal subjacente. “Nesses casos, o organismo do suíno prioriza a defesa imunológica, desviando energia que deveria ser destinada ao ganho de peso”, explica.
Disbiose: o desequilíbrio que afeta imunidade e nutrição
A disbiose — desequilíbrio entre bactérias benéficas e patogênicas no intestino — é uma das principais causas de distúrbios digestivos em suínos. Segundo a especialista, a microbiota intestinal saudável é composta por trilhões de micro-organismos que auxiliam na digestão, produção de vitaminas e modulação do sistema imunológico. Quando há um desequilíbrio, como a proliferação excessiva de bactérias como Escherichia coli ou Salmonella, o resultado é uma queda na produção de ácidos graxos voláteis (AGVs), essenciais para a saúde intestinal, e uma redução na absorção de nutrientes. “Além disso, a disbiose aumenta a permeabilidade intestinal, facilitando a entrada de patógenos e toxinas na corrente sanguínea”, alerta Rosetti. Em granjas comerciais, essa condição pode levar a perdas financeiras significativas, já que os animais consomem mais ração para obter os mesmos resultados de ganho de peso.
Estratégias preventivas: o papel dos aditivos na saúde intestinal
Para combater a disbiose e suas consequências, a MCassab desenvolveu o Ative Pro Sui, um aditivo probiótico formulado com bactérias selecionadas e isoladas de granjas brasileiras. O produto atua por meio de três mecanismos principais: colonização do intestino por bactérias benéficas, exclusão competitiva de patógenos e estímulo ao sistema imunológico. “As cepas de bactérias presentes no Ative Pro Sui são capazes de produzir enzimas que melhoram a digestibilidade dos nutrientes e aumentam a produção de ácidos graxos, como o butirato, que é fundamental para a saúde da mucosa intestinal”, explica Rosetti. O aditivo é indicado para suínos em todas as fases de criação — da creche ao abate — e pode ser utilizado tanto de forma preventiva quanto corretiva.
Resultados tangíveis: ganho de peso e redução de custos
De acordo com a MCassab, o uso do Ative Pro Sui em granjas brasileiras tem demonstrado resultados consistentes. “Em lotes que receberam o probiótico, observamos uma melhora média de 5% no ganho de peso diário, além de uma redução de 3% na conversão alimentar”, relata a coordenadora de produtos. Outras vantagens incluem maior uniformidade dos lotes, menor incidência de diarreias e redução na mortalidade. “Quanto mais equilibrada for a microbiota intestinal ao longo da vida do animal, menores são as chances de distúrbios e maiores as chances de alcançar bons resultados produtivos”, afirma Rosetti. A especialista também destaca que o aditivo contribui para a redução do uso de antibióticos, alinhando-se às demandas por uma suinocultura mais sustentável e livre de resíduos químicos.
O futuro da suinocultura: inovação e sustentabilidade
A busca por soluções que aliem produtividade e bem-estar animal é um dos grandes desafios da suinocultura contemporânea. Segundo projeções da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o Brasil deve produzir cerca de 4,7 milhões de toneladas de carne suína em 2024, mantendo-se como o quarto maior exportador mundial. Nesse cenário, a saúde intestinal emerge como um fator determinante para a competitividade do setor. “A adoção de tecnologias como probióticos e prebióticos, aliada a um manejo nutricional adequado, é fundamental para garantir a sustentabilidade econômica e ambiental das granjas”, avalia Rosetti. A MCassab, que integra o Grupo MCassab com atuação global em nutrição animal, segue investindo em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções inovadoras que atendam às necessidades dos suinocultores brasileiros.
Conclusão: a saúde intestinal como diferencial competitivo
Os problemas intestinais em suínos não são apenas uma questão de saúde animal, mas sim um fator estratégico para a rentabilidade das granjas. Com a crescente pressão por redução de custos e sustentabilidade, a adoção de medidas preventivas, como o uso de probióticos, torna-se cada vez mais indispensável. “Um intestino saudável é a base para um plantel produtivo e resiliente”, conclui Mariana Rosetti. À medida que a suinocultura brasileira avança em direção à modernização, soluções como o Ative Pro Sui destacam-se como ferramentas essenciais para garantir a competitividade do setor no mercado global.
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