PF apreende sete armas com Mário Frias e investiga possível posse irregular
A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo com o deputado federal Mário Frias em um endereço de Brasília diferente do registrado oficialmente. A ação integra operação sobre supostos desvios de emendas parlamentares ligados ao filme “Dark Horse”.

Divulgação
A Polícia Federal (PF) apreendeu sete armas de fogo com o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em um endereço de Brasília que não correspondia ao local registrado oficialmente para o parlamentar. A ação ocorreu nesta quinta-feira, 10, durante operação voltada à investigação de supostos desvios de emendas parlamentares relacionados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O material recolhido é formado por quatro pistolas, um revólver, uma carabina e uma espingarda. Segundo a PF, os itens estavam registrados em nome de Frias, mas foram localizados em endereço diferente daquele constante nos cadastros das autoridades competentes. A divergência levou os investigadores a apurar a possibilidade de posse ilegal de arma de fogo.
Armas registradas em local divergente
A diferença entre o endereço de registro e o local onde as armas foram encontradas é o principal elemento que orienta essa linha de investigação. A PF busca esclarecer as circunstâncias da guarda dos objetos, quem tinha acesso a eles e se houve descumprimento das condições previstas para a posse. Frias ainda não se manifestou publicamente sobre a apreensão.
Operação investiga uso de emendas
Os mandados foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e estão sendo cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. As diligências integram uma investigação sobre a aplicação de recursos públicos em contratos associados à produção cinematográfica.
Em 2024, Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina da Gama. A PF analisa contratos celebrados pela entidade e pela Academia Nacional de Cultura (ANC), também presidida por Karina, com empresas ligadas a doadores de campanha do deputado, ex-assessores parlamentares e ao advogado do parlamentar.
Segundo os investigadores, há suspeitas de que parte dessas relações contratuais tenha sido simulada ou apresente indícios de fraude. A apuração das armas segue como uma linha específica do trabalho, enquanto a operação continua buscando documentos, informações financeiras e elementos capazes de esclarecer o destino das emendas e a legalidade das contratações examinadas.
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