Paço estima que sonegação de Iss chegue a 50% em Goiânia
A Prefeitura de Goiânia calcula que metade dos serviços sujeitos ao ISS deixe de ser recolhida na capital. Parcerias com municípios vizinhos, Ministério Público e dados de transações financeiras devem ampliar a fiscalização nos próximos anos.

Divulgação
Goiânia calcula perda de metade da arrecadação devida
A Prefeitura de Goiânia estima que a sonegação do Imposto Sobre Serviços (ISS) possa chegar a 50% na capital. O cálculo foi apresentado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante a assinatura de convênios voltados ao compartilhamento de informações fiscais. Segundo o gestor, o município ainda trabalha com uma estimativa ampla, mas já identifica oportunidades para aumentar a cobrança entre empresas e profissionais que não recolhem o tributo devido.
O avanço no cruzamento de dados deve ser um dos principais instrumentos da administração municipal. Informações de pagamentos por Pix, cartão de crédito e outras transações financeiras poderão indicar movimentações incompatíveis com o ISS declarado. Para Mabel, a ampliação do monitoramento permitirá localizar contribuintes inadimplentes e organizar operações fiscais mais específicas nos próximos anos.
Parcerias ampliam fiscalização sem criação de novos tributos
Os acordos firmados pelo Paço Municipal incluem as prefeituras de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Goianira, além do Ministério Público. A troca de dados deve ajudar a identificar prestações de serviços realizadas entre cidades, empresas com atividades em mais de um município e possíveis inconsistências cadastrais ou tributárias. A proposta é fortalecer a fiscalização sem depender da criação de novos impostos.
O secretário municipal de Finanças, Oldair Marinho, informou que a arrecadação de ISS cresceu 12% nos oito primeiros meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado já reflete medidas de controle adotadas pela administração, mas a expectativa é de avanço maior com a integração das bases de dados e a cooperação entre órgãos públicos.
A estratégia busca ampliar a base de recolhimento e reduzir a diferença entre o valor devido e o efetivamente pago. Caso as parcerias produzam os resultados esperados, Goiânia poderá registrar ganhos expressivos a partir de 2027. O desafio será combinar fiscalização mais eficiente com segurança jurídica, evitando cobranças indevidas e garantindo tratamento igualitário aos contribuintes.
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