Mabel cobra antecipação do Anel Viário de Goiânia e pede obra no início da concessão
O prefeito Sandro Mabel pediu à ANTT a antecipação do Anel Viário de Goiânia para os dois primeiros anos da nova etapa da concessão das rodovias federais. O município também solicita intervenções na BR-153 e condiciona a transferência do trecho urbano à conclusão do contorno e à recuperação da via.

Divulgação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, defendeu a antecipação das obras do Anel Viário durante audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a readaptação da concessão das rodovias BR-060, BR-153, BR-DF e trechos de Goiás. Para a administração municipal, o calendário apresentado não acompanha a urgência criada pelo tráfego de veículos pesados no trecho urbano da BR-153.
Prefeitura propõe cronograma mais curto
Em documento entregue à ANTT, Goiânia pediu que a implantação do Anel Viário comece no primeiro ano da nova etapa da concessão e seja concluída até o final do segundo. O plano atualmente previsto indica início das obras no quarto ano e conclusão no sexto. A diferença de três anos no começo dos trabalhos é o principal ponto contestado pela prefeitura.
Mabel argumentou que a capital não pode aguardar prazos mais longos porque já convive com a circulação intensa de caminhões em uma rodovia que atravessa áreas urbanizadas. Segundo o prefeito, a ausência de uma via lateral obriga o tráfego de passagem e o deslocamento local a dividir o mesmo corredor, aumentando congestionamentos e desgaste da infraestrutura.
Tráfego pesado pressiona a BR-153
Durante a audiência, o prefeito destacou a presença de carretas de grande porte que usam a BR-153 para seguir para outros estados. Ele afirmou que parte desses veículos também circula por vias internas da cidade, onde o pavimento não foi projetado para suportar cargas elevadas. O resultado, segundo a prefeitura, é a deterioração mais rápida do asfalto e a necessidade de investimentos recorrentes em reparos.
A proposta municipal considera que a concessão precisa enfrentar não apenas a conservação da rodovia, mas também os efeitos da expansão urbana sobre o trecho. O crescimento da ocupação nas proximidades ampliou a demanda por acessos, cruzamentos seguros e alternativas de circulação, tornando mais complexa a convivência entre o transporte rodoviário de carga e o trânsito diário em Goiânia.
Município apresenta lista de intervenções
O ofício enviado à ANTT inclui outras melhorias no trecho urbano da BR-153. Goiânia pediu um viaduto de acesso ao Aeroporto, adequações no acesso ao viaduto da Goinfra, um viaduto na interseção com a Avenida Leste-Oeste e intervenções nas regiões do Flamboyant, Costa Atacadão, Serra Dourada e Parque das Laranjeiras.
Também foram solicitadas a continuidade da pista marginal da Avenida Gonzaga Jaime, a recuperação do pavimento e da drenagem, além da revisão da sinalização e dos dispositivos de segurança. O município apresentou ainda demandas de curto prazo para melhorar passagens e acessos em pontos onde o crescimento da cidade aumentou a pressão sobre a rodovia.
Mabel condicionou a futura transferência do trecho urbano da BR-153 para o município à entrada em operação do Contorno e à conclusão das obras de recuperação, restauração, adequação funcional e segurança. Apesar de reconhecer a importância das concessões para ampliar os investimentos em infraestrutura, o prefeito defendeu que o caso de Goiânia seja tratado como prioridade na nova etapa contratual.
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