Flávio Bolsonaro reafirma compromissos em sabatina e detalha plano fiscal
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) garantiu que, se eleito, manterá o reajuste do salário mínimo acima da inflação e não alterará os pisos de saúde e educação. Em entrevista, ele também apresentou propostas para corte de gastos, privatizações e novas fontes de receita, ao mesmo tempo em que reforçou a promessa de não mexer nas aposentadorias e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Divulgação
Em sabatina realizada na TV Globo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez questão de esclarecer suas posições sobre temas econômicos e sociais cruciais para o país. Nesta sexta-feira, o postulante ao Palácio do Planalto assegurou que, caso eleito, manterá a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação. Essa declaração vem em um momento de intenso debate político, especialmente considerando as afirmações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem veiculado em suas propagandas eleitorais que Bolsonaro promoveria iniciativas para desvincular o salário mínimo e alterar investimentos em áreas essenciais.
Compromissos com o mínimo e áreas sociais
Durante a entrevista, Bolsonaro foi questionado diretamente sobre a possibilidade de desvincular o porcentual de reajuste do salário mínimo, bem como de alterar a Constituição para modificar os pisos de gastos em saúde e educação. Em todas as perguntas, suas respostas foram categóricas, indicando que não fará nenhuma dessas mudanças. Essa postura visa desmistificar as alegações de seus oponentes, reforçando o compromisso com a manutenção dos atuais mecanismos de valorização salarial e investimento nas áreas sociais, pilares fundamentais para grande parte da população brasileira.
Propostas para a máquina pública e privatizações
Além de abordar as garantias sociais, Flávio Bolsonaro detalhou suas propostas para a gestão da máquina pública, prometendo um corte substancial de gastos em ministérios e estatais. Ele também reiterou o plano de promover privatizações, com o objetivo de reduzir o peso do Estado na economia e otimizar recursos. “Se a gente pegar os quase R$ 3 trilhões que a União tem a receber, isso também pode ser securitizado, trazendo mais de R$ 200 bilhões a mais no Orçamento, por ano”, exemplificou o candidato, apresentando uma das frentes para desafogar os cofres públicos.
Novas fontes de receita para o orçamento
Complementando as medidas de corte e privatização, Bolsonaro mencionou outras estratégias para fortalecer o orçamento da União. Entre elas, destacou a venda de imóveis pertencentes à União, que representam um patrimônio subutilizado e podem gerar receitas significativas. Outro ponto enfatizado foi a exploração da Margem Equatorial, uma região com grande potencial de recursos naturais, que, segundo o candidato, seria crucial para incrementar a arrecadação e impulsionar o desenvolvimento econômico do país, sem comprometer os gastos sociais.
Garantia aos aposentados e críticas à gestão atual
As garantias de Flávio Bolsonaro se estenderam também aos aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Na semana anterior, o candidato já havia negado categoricamente que mudaria a forma de aumento para essas categorias, refutando informações de que sua equipe econômica estaria cogitando tais cortes. “Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa. Das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo. Não cai nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com reajuste de aposentadoria. Pelo contrário”, afirmou. Questionado se se comprometeria a dar reajuste real aos aposentados, como é feito atualmente, ele foi enfático: “sim”, ele se comprometia. Ele finalizou a fala criticando a gestão atual de estatais, comparando os lucros do governo anterior aos prejuízos recentes, indicando uma diferença de mais de R50 bilhões.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








