Flávio Bolsonaro anuncia Caiado como possível ministro e elogia segurança de Goiás
Candidato à Presidência visita Goiânia, declara apoio de Ronaldo Caiado e promete replicar modelo de segurança pública goiano em seu governo.

Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, fez um pronunciamento em Goiânia nesta terça-feira (6.out.2026) ao lado do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), anunciando o apoio do político goiano à sua campanha no segundo turno das eleições. Durante o evento, Bolsonaro não apenas celebrou a aliança, mas também sinalizou a possibilidade de Caiado integrar seu eventual governo, possivelmente como ministro, destacando a convergência de ideias entre ambos.
O senador declarou que pretende adotar os modelos de segurança pública de Goiás e São Paulo como referência nacional em uma futura gestão. A declaração foi feita em tom firme, com a promessa de "arregaçar com vagabundo", ecoando a linha de atuação de Caiado no estado. Bolsonaro também apresentou um plano de governo que inclui a criação de mais de 500 mil vagas em presídios, o aumento de penas para líderes de facções criminosas, a classificação de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, além da redução da maioridade penal e o endurecimento de punições para crimes contra mulheres e crianças.
Ronaldo Caiado, que obteve 2,18% dos votos no primeiro turno, declarou apoio incondicional a Flávio Bolsonaro, afirmando que "243 prefeituras vão estar com você". Ele enfatizou que a decisão política está alinhada a um caderno de compromissos programáticos que apresentou ao candidato, reforçando a "convergência de ideias" para o futuro do Brasil. A aliança se consolida após a decisão do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de adotar neutralidade no segundo turno, divergindo da posição de Caiado.
A visita de Flávio Bolsonaro a Goiânia marca o início de uma série de articulações para o segundo turno, onde ele enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. O candidato do PL já havia recebido o apoio de outras figuras políticas relevantes, como o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-presidente Michel Temer (MDB), buscando ampliar sua base eleitoral e consolidar sua campanha rumo à Presidência da República.
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