Biólogo assume Cadeira nº 2 da Academia Espírita de Letras
O biólogo Carlos Eduardo Ramos de Sant’Ana, o Kadu, foi eleito por unanimidade e empossado como novo membro da Academia Espírita de Letras do Estado de Goiás. Professor da UFG, ele escolheu Hermínio C. Miranda como patrono e destacou a integração entre ciência, educação, espiritualidade e literatura.

Divulgação
O biólogo Carlos Eduardo Ramos de Sant’Ana, conhecido como Kadu, foi eleito por unanimidade e empossado como novo membro da Academia Espírita de Letras do Estado de Goiás. Doutor em Biologia e professor da Universidade Federal de Goiás, ele passa a ocupar a Cadeira nº 2 da instituição, que reúne produtores, pesquisadores e estudiosos ligados à literatura espírita.
A trajetória de Kadu foi construída no estudo da vida em sua complexidade biológica. A aproximação com o Espiritismo, segundo ele, ampliou essa visão ao incluir reflexões sobre a evolução humana, a responsabilidade diante da existência e o compromisso com o próximo.
Compromisso com a literatura e o conhecimento
Ao receber a cadeira, o biólogo destacou que a homenagem deve ser acompanhada de responsabilidade. Para ele, integrar a Academia significa contribuir para a preservação e a divulgação de uma tradição intelectual que utiliza o livro, a palavra e o pensamento como instrumentos de transformação.
Kadu afirmou que recebeu a distinção com alegria, humildade e senso de dever. Ele ressaltou que uma Academia de Letras não preserva apenas obras, mas também memória, ideias, valores e experiências capazes de estimular o pensamento crítico e a reflexão moral.
Hermínio C. Miranda é escolhido como patrono
Para a Cadeira nº 2, Kadu escolheu como patrono Hermínio C. Miranda, escritor e pesquisador reconhecido por sua contribuição à literatura espírita brasileira. A opção homenageia tanto a extensão de sua obra quanto sua postura intelectual, marcada pela investigação, pela comparação de ideias e pela recusa a respostas simplistas.
O novo acadêmico citou temas pesquisados por Hermínio, como mediunidade, reencarnação, memória, obsessão, personalidade e sobrevivência da consciência. Em sua avaliação, essa trajetória demonstra que a fé espírita pode conviver com a razão e que o estudo, quando conduzido com humildade, também pode ser uma forma de serviço.
Diálogo entre ciência, espiritualidade e educação
Kadu situou sua posse na convergência entre ciência, educação, espiritualidade e literatura. Ele também prestou homenagem a Allan Kardec, Léon Denis, Gabriel Delanne, Bezerra de Menezes, Chico Xavier e Divaldo Franco, autores e expoentes que ajudaram a consolidar a produção intelectual espírita no Brasil e no exterior.
Em seu discurso, o biólogo afirmou que chega à Academia não para apresentar certezas definitivas, mas para continuar estudando, dialogando, aprendendo e servindo. Segundo ele, todo conhecimento deve ser colocado em benefício das pessoas, pois otherwise corre o risco de se limitar a um acúmulo intelectual sem impacto na vida coletiva.
Kadu agradeceu à Academia Espírita de Letras do Estado de Goiás pela confiança, aos membros da instituição pela acolhida e aos familiares e amigos pelo apoio. A posse reforça a presença da literatura espírita no cenário cultural goiano e abre espaço para novas discussões sobre educação, fé, ciência e responsabilidade social.
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