Articulações nos tribunais de contas podem alterar mapa da Assembleia Legislativa de Goiás
A possível saída de deputados estaduais reeleitos para cargos de conselheiros no TCM e TCE pode abrir vagas para suplentes na Alego, movimentando os bastidores políticos do estado.

Divulgação
A dinâmica política em Goiás pode sofrer alterações significativas com as articulações em torno de possíveis substituições nos quadros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO). A entrada de parlamentares na estrutura desses órgãos de controle pode, por consequência, abrir novas cadeiras na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), promovendo a convocação de suplentes e reconfigurando o cenário legislativo.
Cenários em discussão e nomes cotados
Nos corredores da Alego, especulações apontam para a possibilidade de deputados estaduais reeleitos assumirem postos de conselheiros. Nomes como Talles Barreto e Virmondes Cruvinel, ambos do União Brasil e com mandatos renovados, são frequentemente mencionados. Caso essas movimentações se concretizem, suplentes como Lincoln Tejota poderiam ser beneficiados. No entanto, é crucial ressaltar que, até o momento, nenhuma vaga foi oficialmente aberta em nenhum dos tribunais, e qualquer mudança depende de aposentadorias e dos processos políticos e legais de escolha.
Aposentadorias e pressões nos tribunais
A discussão sobre a abertura de vagas nos tribunais de contas, embora recorrente, encontra resistência. Conselheiros temem a perda de proventos integrais ao se aposentarem antes do prazo compulsório. Essa resistência, contudo, não impede que aqueles que almejam as posições de conselheiro mantenham o tema em pauta. A aposentadoria de figuras como Sebastião Tejota, do TCE-GO, é vista como um ponto nevrálgico para a articulação de novos cenários, embora especulações anteriores sobre sua saída não tenham se concretizado. A sucessão interna no TCE-GO também pode influenciar o calendário de eventuais mudanças.
Histórico de aposentadorias antecipadas e pressão política
O histórico de aposentadorias antecipadas em tribunais de contas é um fator relevante nesse contexto. Deputados estaduais, em diversas ocasiões, têm exercido pressão por aposentadorias voluntárias para viabilizar a ocupação de vagas consideradas vitalícias e de indicação política. Relatos indicam que conselheiros têm se aposentado significativamente antes da idade compulsória de 75 anos, como visto em casos que vão de 62 a 67 anos, e até mesmo em idades mais precoces. Episódios emblemáticos, como o de Honor Cruvinel, que deixou o TCM-GO em 2016, demonstram a influência da pressão política nessas decisões. A situação atual de Valcenôr Braz no TCM-GO e de Sebastião Tejota no TCE-GO, ambos ainda em exercício, mantém Talles Barreto e Virmondes Cruvinel como deputados para o início da próxima legislatura, enquanto Lincoln Tejota permanece na suplência, aguardando os desdobramentos formais e políticos.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








