Policarpo relaciona bom momento do Vila Nova à gestão e ao apoio da torcida
Vice-presidente do clube credita a liderança na Série B à reestruturação financeira, às articulações institucionais e à força da torcida. Vila Nova vive sua melhor campanha na competição por pontos corridos.

Divulgação
O vice-presidente do Vila Nova e presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, avalia que o bom momento do clube na Série B resulta da combinação entre planejamento financeiro, reestruturação administrativa e apoio popular. Para o dirigente, os resultados dentro de campo começam a refletir um trabalho iniciado nos bastidores e sustentado pela torcida vilanovense.
Vila Nova alcança sua melhor campanha na Série B
Após os resultados da rodada, o Tigre chegou à melhor campanha de sua história na Série B disputada por pontos corridos. O clube assume a liderança pela sétima vez e é a equipe que permanece há mais tempo entre os seis primeiros colocados. Na última sexta-feira, venceu o América-MG por 1 a 0, no OBA, com gol do atacante André Luís, enquanto concorrentes diretos tropeçaram na tabela.
Apoio da torcida ganha destaque
Policarpo destacou o papel da torcida no desempenho recente da equipe. Segundo ele, os jogadores têm sentido a presença dos apoiadores em momentos decisivos da temporada. “A torcida do Vila tem carregado a gente de uma forma que ninguém pode explicar. Não temos a maior torcida do país, mas temos uma torcida apaixonada”, afirmou o dirigente, ao ressaltar o ambiente favorável criado pelo público vilanovense.
Reestruturação financeira sustenta o elenco
Para o vice-presidente, a sequência positiva não pode ser analisada apenas pelos jogos recentes. Ela estaria ligada à busca por estabilidade financeira e à organização do departamento de futebol. Desde 2020, a administração do clube trabalha para reduzir um passivo herdado de gestões anteriores, que incluía cerca de 220 processos judiciais nas áreas cível, trabalhista e esportiva.
Nesse período, o Vila Nova destinou aproximadamente R$ 20 milhões ao pagamento de compromissos antigos. Apenas no último semestre, seis execuções trabalhistas foram resolvidas com desembolso superior a R$ 1,1 milhão. Para a diretoria, a redução dessas pendências aumenta a credibilidade do clube no mercado e libera espaço no orçamento para a manutenção de um elenco competitivo.
Repasse institucional integra pacote ao futebol goiano
Policarpo também citou as articulações políticas como parte do processo de recuperação do clube. Uma parceria institucional com a Assembleia Legislativa de Goiás viabilizou repasse de R$ 1,5 milhão ao Vila Nova, dentro de um pacote de R$ 5,5 milhões destinado ao futebol goiano. A medida foi possível, segundo a administração, com economia de custos operacionais e devolução de sobras do duodécimo dos Legislativos municipal e estadual.
Compensação de dívidas gera vagas esportivas
Outra ação mencionada pelo dirigente foi a inclusão de uma emenda no Refis de 2023, que permitiu a compensação de débitos de Imposto Sobre Serviços acumulados pelo clube, estimados em R$ 7 milhões. Em contrapartida, os principais clubes goianos com pendências que somavam cerca de R$ 64 milhões assumiram compromissos sociais, resultando na criação de quase 6 mil vagas gratuitas de iniciação esportiva para crianças e adolescentes de Goiânia.
Dirigente projeta crescimento ainda maior
Apesar do otimismo com a liderança da competição, Policarpo afirma que o projeto de reconstrução do Vila Nova ainda está em fase inicial. O dirigente reconhece o objetivo do acesso, mas diz que o principal legado deve ser o resgate da confiança da torcida. “Queremos deixar o sentimento de que houve o resgate da camisa, da marca e da dignidade”, declarou, projetando um crescimento que, segundo ele, ainda está abaixo do potencial do clube.
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