Ex-presidente do São Paulo contesta expulsão e entra com processo contra o clube
Julio Casares, ex-mandatário do Tricolor Paulista, move ação judicial após ser destituído do cargo, alegando perseguição política e contestando acusações de má gestão.

Divulgação
A turbulência nos bastidores do São Paulo Futebol Clube ganhou um novo capítulo com o ingresso de uma ação judicial movida pelo ex-presidente Julio Casares. A decisão de expulsá-lo do clube, tomada na última sexta-feira, 10 de setembro de 2026, foi contestada pelo dirigente, que nega as acusações de gestão temerária e outras irregularidades. Casares alega ter sido vítima de uma "trama política", buscando reverter a decisão que encerrou seu ciclo à frente do Tricolor Paulista, que durou de janeiro de 2021 a janeiro de 2026.
Defesa busca anular acusações e comprovar boa-fé
A defesa de Julio Casares apresentou três pedidos centrais na ação judicial. O primeiro visa o reconhecimento de que não houve gestão temerária, pilar principal utilizado para justificar a expulsão. Em seguida, busca-se utilizar a aprovação das contas do clube referentes aos anos de 2021 a 2024 como argumento para afastar a responsabilidade do ex-presidente. Por fim, a defesa sustenta que a devolução voluntária de valores gastos pessoalmente com o cartão corporativo demonstra a ausência de dolo ou culpa grave por parte de Casares.
Investigações apontam saques e gastos no cartão corporativo
A expulsão de Casares foi deliberada pelo Conselho Deliberativo, com base em investigações internas que apontaram cerca de R$ 7 milhões em saques das contas do clube sem a devida documentação comprobatória de origem, finalidade e destino. Ao todo, R$ 11,05 milhões foram retirados das contas do São Paulo em um período de cinco anos. Paralelamente, o relatório da Comissão de Ética também detalhou gastos no cartão corporativo em estabelecimentos de luxo, restaurantes, salões de beleza, despesas médicas e petshops. Segundo informações divulgadas anteriormente, Casares teria gasto aproximadamente R$ 1 milhão no cartão do clube.
Casares rebate e alega boa-fé na devolução de valores
Em sua defesa, Julio Casares argumenta que não era o responsável direto pela explicação contábil da origem dos saques e que nunca foi questionado sobre o assunto pelo diretor de compliance do clube. A defesa também pontua que os valores retirados representam uma pequena porcentagem do total movimentado pelo São Paulo no período e que foram utilizados para premiações a atletas, pagamentos a prestadores de serviço e despesas promocionais. A devolução de R$ 560.401,74 ao clube é apresentada como um ato de boa-fé, afastando a caracterização de dolo ou culpa grave.
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