Taquinho lança “Dj Oliveira – o Dom Quixote dos Pincéis” no Ihgg
Cineasta goiano apresenta documentário sobre a vida e a obra de DJ Oliveira, artista fundamental na renovação das artes plásticas em Goiás e na formação de gerações de creadores.

Divulgação
O cineasta Antônio Eustáquio Alves da Silva, o Taquinho, lança nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, o documentário “DJ Oliveira – O Dom Quixote dos Pincéis”. A exibição acontece às 9h, na Casa Rosada de Goiânia, sede do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG). A obra foi produzida e dirigida por Taquinho e recupera a trajetória de um dos nomes mais influentes da arte goiana contemporânea.
Um artista que renovou a cena goiana
Dirso José de Oliveira, conhecido como DJ Oliveira, nasceu em Bragança Paulista, em 1932, e morreu em Goiânia, em 2005. radicado em Goiás desde 1956, passou a se dedicar à pintura, à gravura e aos murais, com produções marcadas pelo expressionismo e por temas ligados ao cotidiano goiano. Sua atuação ajudou a ampliar os caminhos abertos pela arte moderna no estado, até então fortemente associada à tradição barroca de Veiga Valle.
Além da obra autoral, DJ Oliveira exerceu papel decisivo na formação artística das décadas de 1960 e 1970. Professor da Escola Goiana de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás, influenciou criadores como Ana Maria Pacheco, Iza Costa, Roosevelt, Sáida Cunha e Siron Franco. Também se destacou ao adaptar a gravura em metal para o ferro e ao empregar a técnica do afresco em painéis da Universidade Federal de Goiás e na fachada do Colégio Maria Auxiliadora.
Reconhecimento de quem foi seu aluno
O artista Gomes de Souza, que teve DJ Oliveira como mestre, resume a dimensão de sua contribuição ao classificá-lo como uma figura de importância inquestionável, ligada ao período em que surgiu com Frei Confaloni. Para ele, o documentário consegue retratar com qualidade esse capítulo essencial da cultura goiana. A avaliação reforça o caráter histórico de uma produção que vai além da biografia individual e examina o impacto de um educador sobre o circuito artístico local.
Taquinho reúne cinema e memória
Mineiro de Abaeté, Taquinho chegou a Goiânia em 1964, aos 18 anos. No ano seguinte, ingressou na TV Anhanguera como cameraman, sem formação prévia na área, e passou a aprender a profissão na prática. Posteriormente, trabalhou com Euclides Neri de Oliveira Júnior na Makro Filmes, início de uma carreira que se estende por seis décadas e inclui mais de 10 mil comerciais, novelas, filmes, campanhas políticas e prêmios no Brasil e no exterior.
O lançamento no IHGG aproxima duas trajetórias pioneiras: a de um cineasta que ajudou a consolidar a produção audiovisual goiana e a de um artista plástico cuja influência permanece presente em várias gerações. Ao registrar a história de DJ Oliveira, Taquinho também preserva parte significativa da memória cultural de Goiás e oferece ao público uma oportunidade de重新 conhecer um criador que mudou os rumos das artes no estado.
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