Kick vira alvo de críticas após live polêmica contra ator
Após comentários ofensivos do streamer GH contra o ator João Victor Gonçalves em transmissão na Kick, a deputada Erika Hilton acionou o MP do RJ e a comunidade debate moderação e responsabilidade da plataforma.

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Polêmica nas redes sociais
Após uma transmissão ao vivo na plataforma Kick, o streamer GH fez comentários sobre a indumentária do ator João Victor Gonçalves, que havia acabado de deixar o Rock in Rio. As palavras, consideradas ofensivas por muitos internautas, geraram uma onda de críticas nas redes sociais, com usuários apontando possível homofobia e falta de respeito.
Resposta da deputada Erika Hilton
A deputada federal Erika Hilton (PSol) acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro para que investigue tanto o streamer quanto a plataforma onde o vídeo foi publicado. Em nota, ela afirmou que gravar alguém na rua, submetê‑lo a deboche e ofensas de teor homofóbico e transmitir tudo ao vivo não pode ser considerado entretenimento.
Posicionamento da Kick e do Rock in Rio
A Kick, lançada em 2022 como concorrente da Twitch, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o suposto banimento da conta de GH. O Metrópoles tentou obter um posicionamento da empresa, mas não recebeu resposta até a fechamento desta matéria. Já o Rock in Rio, por meio de nota, repudiou qualquer forma de violência, assédio, discriminação ou preconceito e destacou que conta com equipe de segurança privada dentro do evento.
Desdobramentos e possível investigação
João Victor Gonçalves disse que se sentiu intimidado durante a abordagem e classificou a conduta como homofobia, afirmando que a situação não vai passar em branco. O streamer, por sua vez, alegou que está sendo atacado por diversos grupos e pediu retratação. Com a representante do MP já acionada, o caso pode gerar um inquérito que analise se houve crime de discriminação e quais responsabilidades cabem à plataforma de streaming.
Impacto na comunidade e debate sobre moderação
O episódio reacendeu o debate sobre a moderação de conteúdos em plataformas de streaming, especialmente aquelas que atraem um público jovem e diverso. Organizações de defesa dos direitos LGBTQIA+ destacaram que permitir discursos de ódio ao vivo pode contribuir para um ambiente hostil e pediu que as empresas adotem políticas mais rígidas de punição e apoio às vítimas.








