Limão lidera altas de agosto, enquanto tomate registra forte queda
Alimentação e bebidas recuou 0,34% em agosto, mas itens como limão, maracujá e pimentão ficaram mais caros. Tomate, cebola, arroz, leite e ovos registraram queda.

Divulgação
Alimentação registra queda pelo segundo mês
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou recuo de 0,34% no grupo Alimentação e bebidas em agosto. O resultado ocorre depois de uma queda de 0,67% em julho e mostra que o comportamento médio dos preços foi favorável nesse segmento, embora nem todos os produtos tenham seguido a mesma direção.
O IPCA é a medida oficial da inflação brasileira e acompanha uma cesta ampla de bens e serviços, incluindo transporte, habitação, saúde e educação. Dentro desse conjunto, os alimentos exercem grande influência no orçamento das famílias, especialmente porque fazem parte das compras realizadas com mais frequência.
Frutas e hortaliças lideram as altas
Entre os alimentos que ficaram mais caros, o limão teve o aumento mais expressivo: 53,40% no mês. O maracujá veio em seguida, com alta de 19,22%, enquanto o pimentão registrou elevação de 6,24%. Os três produtos pertencem a segmentos normalmente mais sensíveis a mudanças na oferta, condições climáticas e custos de transporte.
Essas altas, porém, não foram suficientes para colocar todo o grupo de alimentação no vermelho positivo. O resultado ilustra como variações intensas em itens específicos podem conviver com reduções em outros produtos, produzindo um recuo na média geral.
Tomate e itens básicos ficaram mais baratos
Entre os principais recuos, o tomate registrou queda de 14,32%. A cebola ficou 4,12% mais barata, enquanto o arroz teve redução de 1,66%. Também houve deflação para o leite longa vida, que caiu 1,21%, e para os ovos, com recuo de 1,16%.
Para o consumidor, a percepção final depende da composição de cada cesta de compras. Quem comprou mais limão, maracujá ou pimentão pode ter sentido aumento relevante na conta, enquanto a redução de tomate, cebola, arroz, leite e ovos ajudou a conter o resultado geral do segmento.
A variação de um único mês não define, isoladamente, uma tendência duradoura. Ainda assim, os dados mostram um cenário de preços mistos na alimentação: produtos frescos apresentaram altas concentradas, mas itens básicos importantes contribuíram para o recuo de 0,34% registrado em agosto.
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