Ibovespa sobe 0,74% e dólar cai a R$ 5,108
Ibovespa fecha em 186.595,59 pontos, maior patamar em um mês, impulsionado pela queda do petróleo e pelo apetite por risco. Dólar recua 0,70%, enquanto investidores acompanham pesquisas eleitorais e novas projeções do Focus para Selic e inflação.

Divulgação
O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta segunda-feira (21), aos 186.595,59 pontos, atingindo o maior patamar em um mês. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 17,32 bilhões, em uma sessão marcada pela maior disposição dos investidores para assumir riscos.
Dólar acompanha o alívio no exterior
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,108 na compra e na venda, com queda de 0,70%. A retração da moeda norte-americana ocorreu após o petróleo Brent recuar mais de 3%, ficando abaixo de US$ 101 o barril. O movimento aliviou preocupações no mercado internacional de energia e favoreceu o avanço das bolsas dos Estados Unidos.
A queda das cotações do óleo reduz pressões sobre custos e expectativas de inflação em diferentes setores, além de melhorar o humor dos investidores em mercados emergentes. Ainda assim, a variação cambial de uma sessão não elimina a cautela diante dos próximos dados econômicos e dos rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Pesquisa eleitoral entra no radar dos investidores
O mercado também acompanhou a disputa presidencial. Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, ante 42% na pesquisa anterior. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permaneceu estável, com 37%.
No cenário de segundo turno, os dois principais nomes seguem em empate técnico: Lula aparece com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 45%. A proximidade das intenções de voto mantém a política no centro das avaliações sobre risco fiscal, continuidade administrativa e possíveis impactos nos mercados.
Focus reduz projeção para a Selic
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe uma pequena melhora na estimativa para a taxa básica de juros. A projeção da Selic para o fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Por outro lado, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,90% para 4,92%, indicando que a inflação continua pressionada.
O conjunto de dados explica o avanço da Bolsa e a queda do dólar, mas não afasta a volatilidade. Investidores seguem atentos à trajetória do petróleo, às pesquisas eleitorais, às expectativas para os juros e aos sinais sobre inflação e atividade econômica antes de consolidar uma tendência mais duradoura para os ativos brasileiros.
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