Legumes ficam 16,9% mais baratos em agosto
Legumes lideram queda dos preços dos alimentos em agosto, com recuo de 16,9%. Farinha de mandioca registra a maior alta, enquanto resultados variam bastante entre as regiões do País.

Divulgação
Os preços dos legumes recuaram 16,9% em agosto na comparação com julho, registrando a maior queda entre os alimentos acompanhados no levantamento nacional. O resultado representa um alívio para essa parte da cesta básica, embora não elimine as pressões verificadas em outros produtos consumidos com frequência pelas famílias brasileiras.
Outros alimentos também ficaram mais baratos
Além dos legumes, a carne suína teve redução de 6,2% no mês. Os ovos recuaram 3,3%, o feijão caiu 3% e o café em pó e em grãos ficou 1,2% mais barato. Esses movimentos indicam uma combinação de ajustes em diferentes grupos de alimentos, com benefícios pontuais para o orçamento doméstico.
Farinha de mandioca lidera as altas
Na direção oposta, a farinha de mandioca registrou o maior avanço, de 5,7% entre julho e agosto. O frango subiu 2,9%, seguido pelo arroz, com aumento de 2,5%. O molho de tomate ficou 2% mais caro, enquanto o pão teve alta de 1,8%. Esses itens acompanham de perto o consumo diário em muitas regiões e podem pesar mais na percepção das famílias sobre o custo da alimentação.
Resultados variam entre as regiões
O levantamento também revela diferenças expressivas no comportamento dos preços pelo País. No Norte, o preço médio do pão avançou 30,9% em apenas um mês, enquanto a farinha de mandioca subiu 15,9%. Já no Centro-Oeste, a farinha de trigo ficou 9,8% mais cara, mas a carne suína apresentou queda de 22,5%, demonstrando que o cenário nacional esconde realidades regionais bastante distintas.
Alívio parcial no orçamento das famílias
A forte redução no preço dos legumes pode favorecer a substituição de itens que ficaram mais caros e ampliar as opções disponíveis ao consumidor. Ainda assim, a variação mensal isolada não é suficiente para indicar uma tendência duradoura. O impacto real no orçamento depende da composição de cada cesta de compras, dos hábitos de consumo e da continuidade dos preços nos meses seguintes.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








