Governo lança Desenrola 3.0 para renegociar dívidas com superdescontos
O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, apresentou o programa Desenrola 3.0, uma nova fase para a renegociação de débitos de pessoas físicas. A iniciativa visa quitar dívidas em atraso de 2 a 4 anos e meio, com a estimativa de alcançar R$ 150 bilhões em débitos, oferecendo descontos de até 90% e um modelo onde o governo compra as carteiras de dívida dos bancos para facilitar o processo.

Divulgação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu um novo passo na agenda econômica ao anunciar, nesta sexta-feira (25 de setembro de 2026), o programa Desenrola 3.0. A iniciativa busca oferecer uma nova chance para milhões de brasileiros endividados, focando na renegociação de débitos de pessoas físicas com instituições financeiras. Com a proximidade do primeiro turno das eleições, a medida chega em um momento de intensa movimentação política e econômica, visando impactar positivamente a vida financeira de famílias por todo o país, especialmente aquelas que lutam para sair do vermelho.
Governo assume compra de dívidas para facilitar renegociação
Diferente das edições anteriores, o Desenrola 3.0 mira em um perfil específico de devedores: aqueles com dívidas em atraso há pelo menos dois anos, mas não mais do que quatro anos e meio. A grande novidade está no mecanismo de operação: o próprio governo federal se propõe a comprar as carteiras de crédito das instituições financeiras, por meio de leilões. Essa estratégia tem como objetivo centralizar o processo e facilitar a quitação para os endividados, que não precisarão mais negociar individualmente com cada banco. A execução poderá ficar sob a responsabilidade de uma instituição financeira federal ou, diretamente, do Tesouro Nacional.
Expectativa de R$ 150 bilhões em dívidas quitadas com 90% de desconto
A proposta abrange uma variedade de modalidades de débito, incluindo as temidas dívidas de cartão de crédito – tanto na modalidade rotativa quanto parcelada – e de crédito pessoal que não possui consignação em folha de pagamento. A equipe econômica do governo projeta um universo de R$ 300 bilhões em débitos elegíveis para o programa. A expectativa é ambiciosa: alcançar 50% desse volume, o que representaria a renegociação de R$ 150 bilhões em dívidas. Para as famílias, a grande atração é o desconto estimado em 90%, um alívio significativo que, segundo o governo, será integralmente repassado aos devedores, com um custo para os cofres públicos avaliado em R$ 15 bilhões.
Lula defende novo modelo: 'Governo vai acertar a vida das pessoas'
Durante o anúncio oficial, o presidente Lula fez questão de destacar a superioridade desta nova fase do programa em relação às anteriores. “No outro Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar um banco. Agora, é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas. É isso que eu entendi. É isso que eu assinei. É isso que eu entendi e que vai ser publicado”, afirmou o petista, ressaltando o papel proativo do Estado na resolução do endividamento. Ele enfatizou a diferença fundamental: o poder público assume a negociação direta com os bancos, desonerando o cidadão da tarefa de buscar a solução, o que, para o presidente, otimiza e simplifica todo o processo de renegociação e oferece um caminho mais claro para a recuperação financeira.
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