Economia dos EUA acelera com PIB de 2,2% no 2º trimestre de 2026
A economia dos Estados Unidos registrou um crescimento anualizado de 2,2% no segundo trimestre de 2026, conforme a terceira revisão do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada. O indicador foi impulsionado por um aumento nos investimentos, gastos do consumidor e despesas governamentais, apresentando uma elevação de 0,7 ponto percentual em relação à estimativa inicial e superando o desempenho do trimestre anterior.

Divulgação
A economia dos Estados Unidos demonstrou resiliência e dinamismo ao registrar um crescimento anualizado de 2,2% no Produto Interno Bruto (PIB) durante o segundo trimestre de 2026. A informação, parte da terceira estimativa divulgada pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), o órgão oficial de estatísticas econômicas do país, nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, surpreendeu positivamente o mercado e analistas.
Este novo dado representa uma elevação significativa de 0,7 ponto percentual em comparação com a estimativa preliminar anteriormente divulgada. O ajuste para cima reflete principalmente o desempenho robusto de componentes cruciais da economia, como os investimentos, os gastos do consumidor e as despesas do governo, que atuaram como motores para a expansão. Além disso, a aceleração foi notável, superando ligeiramente o crescimento anualizado de 2,1% observado no primeiro trimestre do ano, sinalizando uma continuidade no aquecimento da atividade econômica.
Os setores que impulsionaram o crescimento
A análise setorial do PIB revela que o avanço foi amplamente distribuído, com destaque para o setor privado de serviços, que registrou um crescimento de 2,5% no valor adicionado real. Os setores privados produtores de bens também contribuíram significativamente, com uma expansão de 2,3%. Em contraste, o setor governamental teve uma contribuição mais modesta, com crescimento inferior a 0,1%. Segmentos como imóveis e locação, tecnologia da informação, manufatura de bens duráveis e serviços financeiros e de seguros estiveram entre os principais catalisadores do forte desempenho.
Contudo, nem todos os setores acompanharam o ritmo. Transporte e armazenagem, comércio varejista e manufatura de bens não duráveis experimentaram quedas, atuando como um freio parcial no ímpeto geral de crescimento. Mesmo com esses desafios, as vendas finais reais ao setor privado doméstico — que incluem gastos do consumidor e investimento fixo privado bruto — avançaram 4,6% no segundo trimestre, um número revisado para cima em 0,4 ponto percentual em relação à estimativa anterior. O produto bruto real do país também mostrou força, crescendo 5,0% no período.
Impacto na renda e na inflação
No que diz respeito à renda, a Renda Interna Bruta Real (GDI) subiu 2,6% no segundo trimestre, uma revisão para cima de 0,4 ponto percentual em relação à estimativa anterior, reforçando a percepção de uma economia saudável. A média entre o PIB real e a GDI real, um indicador que busca uma visão mais abrangente da atividade econômica, situou-se em 2,4%, com uma revisão positiva de 0,6 ponto percentual. Os lucros corporativos, ajustados para inventário e consumo de capital, tiveram um acréscimo de US$ 384 bilhões no trimestre, embora esse valor tenha sido ligeiramente revisado para baixo em US$ 16,9 bilhões em comparação com a projeção inicial.
Em relação à inflação, os dados apresentaram um cenário de moderação. O índice de preços para compras internas brutas avançou 5,6% no segundo trimestre, com uma revisão de 0,2 ponto percentual para baixo. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), amplamente acompanhado pelo Federal Reserve, subiu 5,0%, com uma revisão para baixo de 0,3 ponto percentual. O PCE excluindo alimentos e energia, que mede a inflação subjacente, cresceu 3,3%, também revisado para baixo em 0,3 ponto percentual. Essas revisões para baixo nos indicadores de inflação, em paralelo com o crescimento econômico robusto, podem sinalizar uma possível desaceleração das pressões inflacionárias, mesmo em um cenário de forte atividade econômica.
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