Cooperativas de crédito: o motor que impulsiona pequenos negócios e o campo no Espírito Santo
As cooperativas de crédito estão redefinindo o cenário econômico do Espírito Santo, atuando como um pilar essencial para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, além de serem protagonistas no financiamento rural. Com quase um milhão de cooperados e bilhões em movimentação, elas facilitam o acesso ao crédito por meio de programas como o Fampe, do Sebrae, demonstrando um impacto significativo na inclusão financeira e na prosperidade do estado.

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As cooperativas de crédito têm se firmado como um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e financeiro no Espírito Santo, consolidando-se como verdadeiros motores para pequenos negócios e o agronegócio local. Com uma crescente base de cooperados que já ultrapassa a marca de 969 mil pessoas e uma impressionante movimentação de R$ 9,7 bilhões somente no ano de 2025, esses números sublinham a importância estratégica do modelo cooperativista no cenário capixaba. Longe de serem apenas instituições financeiras tradicionais, elas oferecem uma gama completa de serviços, desde conta corrente e meios de pagamento até investimentos, mas é na concessão de crédito que seu diferencial se manifesta com maior impacto, atendendo diretamente às demandas específicas de empreendedores e produtores rurais.
Fampe: a garantia que abre portas para pequenos empreendedores
Um dos grandes destaques da atuação das cooperativas reside no apoio direto às micro e pequenas empresas, um segmento vital para a economia que, muitas vezes, enfrenta barreiras significativas no acesso a financiamentos. Por meio de fundos e programas estratégicos, como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), uma iniciativa do Sebrae, as cooperativas conseguem viabilizar recursos para empreendedores que buscam expandir ou sustentar seus negócios. Esse mecanismo de garantia complementar tem se mostrado um divisor de águas, especialmente para aqueles com projetos economicamente viáveis, mas que tropeçam na dificuldade de apresentar as garantias exigidas pelos bancos convencionais.
A relevância desse apoio é corroborada pelos números. Entre janeiro e agosto de 2026, as operações de crédito que contaram com o suporte do Fampe injetaram R$ 34,3 milhões na economia capixaba, beneficiando um total de 523 empresas. O dado mais impressionante, porém, é que mais de 80% desse montante, precisamente 80,72%, foi concedido por cooperativas de crédito. Dentre as instituições que se destacaram, o Sicredi liderou com aproximadamente R$ 18 milhões em crédito, seguido pelo Sicoob ES com cerca de R$ 8,4 milhões, e pela Cresol, com cerca de R$ 813 mil. Esses valores evidenciam a confiança e a capilaridade que o modelo cooperativista oferece aos empreendedores locais.
Carlos André Santos de Oliveira, diretor-executivo da organização que representa as cooperativas capixabas, ressalta a capacidade de inclusão financeira que o setor promove. “As cooperativas são um instrumento efetivo de inclusão financeira dos empreendedores capixabas. O papel delas é promover a prosperidade por onde passam, e isso elas têm feito com maestria no Espírito Santo”, afirma. Complementando essa visão, Patrícia Queiroz Fontes, gestora estadual do Programa Conexão Financeira do Sebrae/ES, enfatiza que a insuficiência de garantias continua sendo um dos maiores entraves para o acesso ao crédito. É nesse cenário que o Fampe atua de forma crucial, complementando as garantias das operações e ampliando as chances de financiamento, sempre com a ressalva da necessidade de um planejamento financeiro sólido e da capacidade de pagamento do empreendedor.
Ações integradas para um crédito consciente e sustentável
Essa estratégia de suporte financeiro vai além da simples concessão de crédito. No Espírito Santo, o Fampe está integrado ao Programa Conexão Financeira, uma iniciativa robusta do Sebrae que visa orientar e preparar os pequenos negócios em todas as etapas da jornada do financiamento. Desde a avaliação da real necessidade de recursos até a aproximação com as instituições financeiras e o acompanhamento pós-crédito, o programa oferece um suporte completo. “Nosso trabalho é contribuir para que o empreendedor compreenda quanto precisa, para qual finalidade, qual impacto a nova dívida terá no fluxo de caixa e como o recurso será utilizado para gerar resultado para o negócio”, explica Patrícia Fontes. Essa abordagem integrada, que combina orientação, aproximação, garantia e acompanhamento, busca garantir que as decisões de financiamento sejam não apenas acessíveis, mas também sustentáveis.
Cooperativas lideram o financiamento para o agronegócio
Além do impulso ao empreendedorismo urbano, as cooperativas de crédito desempenham um papel decisivo no fortalecimento do campo capixaba, um setor de grande relevância para a economia do estado e alinhado aos interesses do portal Rota 62. Na safra 2025/2026, por exemplo, três cooperativas se posicionaram entre as cinco maiores repassadoras de crédito rural no Espírito Santo: o Sicoob ES liderou o ranking, com o Sicredi em terceiro e a Cresol em quinto lugar. A liderança se estende também ao repasse do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), onde Sicoob ES, Sicredi e Cresol figuram nas primeiras posições. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Sicoob ES ocupa a segunda posição, com Sicredi e Cresol logo em seguida, reforçando o compromisso e o impacto dessas instituições no desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio na região.
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