Dirceu diz que campanha de Lula “já mudou” e afirma que petistas ditam a disputa
José Dirceu avalia que o discurso de Lula foi ajustado e que o PT tem experiência para enfrentar um eventual segundo turno, embora reconheça problemas na distribuição de material de campanha.

Divulgação
O candidato a deputado federal por São Paulo e ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já passou por mudanças na televisão e no discurso geral. Para Dirceu, eventuais erros cometidos durante o processo eleitoral podem ser corrigidos, e o partido segue com condições de vencer a disputa caso o resultado dependa de um possível segundo turno.
Campanha tenta definir os termos da disputa
Dirceu defendeu que a campanha atual não tem a mesma forma da etapa iniciada há 20 dias. Segundo o político, o PT passa a disputar com o adversário os fatos e os acontecimentos que surgem ao longo da campanha, buscando ocupar os principais espaços da agenda política. Ele também destacou a experiência do partido em eleições como um dos motivos para manter otimismo.
Apesar da avaliação positiva, Dirceu não ignorou as dificuldades enfrentadas pela campanha. Ele citou problemas na elaboração e na distribuição de materiais para candidatos do PT ao Senado e à Câmara dos Deputados. Para o ex-ministro, a falha está relacionada principalmente à quantidade de peças produzidas e à disponibilidade de recursos, e não à incompetência de quem coordena a distribuição.
Diálogo permanente com a coordenação de Lula
Embora não faça parte da equipe oficial de campanha, Dirceu disse manter contato frequente com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, responsável pela coordenação-geral da candidatura de Lula. O ex-ministro afirmou conversar quase diariamente com o dirigente e também manter interlocução com Gilberto Carvalho, Paulo Okamotto e Mônica Valente, responsáveis por frentes ligadas à agenda, às redes sociais e à mobilização nos Estados.
Dirceu também reagiu às críticas de que a primeira-dama Janja Lula da Silva impediria integrantes da velha guarda petista de falar diretamente com o presidente. Segundo ele, nunca sentiu restrição ou obstrução para ter acesso a Lula, embora reconheça que mudanças de ciclo político e pessoal alteram relações e amizades.
Experiência eleitoral e cenário de segundo turno
O ex-ministro afirmou que o PT venceu cinco de seis eleições nas quais participou e usou esse histórico para sustentar sua confiança na campanha de Lula. A leitura de Dirceu é de que o partido aprendeu com os erros iniciais e passou a conduzir a disputa de maneira mais ativa, disputando os acontecimentos em vez de apenas reagir aos adversários. A previsão, no entanto, continua dependente dos resultados eleitorais e da capacidade de mobilização em todo o país.
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