Ritmo atual da Ia exige extrema atenção, afirma Ceo da OpenAI
Sam Altman defendeu maior cautela no desenvolvimento da inteligência artificial durante sessão do Conselho de Segurança da ONU. Ele alertou para a aceleração provocada pela automação e para os riscos da concentração de poder tecnológico.

Divulgação
Automação pode acelerar o aprimoramento da IA
O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou nesta quarta-feira (23) que o ritmo atual de desenvolvimento da inteligência artificial exige “extrema atenção”. A declaração foi feita durante uma sessão aberta do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada em Nova York, dedicada aos impactos da IA na paz e na segurança internacionais.
Altman destacou que o processo de criação e aprimoramento dos sistemas de inteligência artificial está cada vez mais automatizado. Segundo o executivo, essa tendência pode acelerar rapidamente a evolução das tecnologias, reduzindo o intervalo entre avanços relevantes e tornando mais complexo para governos, empresas e organismos internacionais acompanhar os riscos associados.
Benefícios não justificam riscos excessivos
Para o CEO da OpenAI, o setor não deve aceitar riscos tecnológicos desproporcionais apenas porque os benefícios potenciais são elevados. A avaliação reforça um dos principais pontos do debate internacional sobre IA: a necessidade de equilibrar inovação, segurança e responsabilidade no desenvolvimento de modelos cada vez mais capazes.
A advertência ganha peso à medida que sistemas de inteligência artificial passam a ser utilizados em áreas sensíveis, como infraestrutura, defesa, saúde, educação, comunicação e tomada de decisões empresariais. Falhas, usos maliciosos ou implantações sem testes adequados podem produzir consequências amplas e difíceis de conter.
Concentração de poder preocupa
Altman apontou dois caminhos pelos quais o avanço tecnológico pode gerar problemas graves: ignorar a possibilidade de catástrofes e concentrar poder demais nas mãos de poucas organizações, governos ou indivíduos. Em sua avaliação, a capacidade de controlar os modelos mais avançados não pode se transformar em instrumento de imposição política, econômica ou ideológica.
“Nenhuma pessoa, nenhuma empresa, nenhum país deveria ser capaz de usar os modelos de IA mais poderosos para impor sua visão de mundo aos outros”, afirmou. A fala evidencia a preocupação com a governança global da tecnologia e com a disputa estratégica entre países e grandes empresas pelo domínio de infraestruturas, dados e modelos de última geração.
Reunião reúne líderes do setor
A sessão do Conselho de Segurança da ONU teve como tema a “Manutenção da paz e segurança internacionais” e contou com a presença de representantes de grandes empresas de tecnologia de diferentes países. O encontro foi presidido por Jean-Noël Barrot, ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França.
Além de Sam Altman, participaram Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Clément Delangue, CEO da Hugging Face. A presença de líderes do setor em um fórum tradicionalmente voltado a conflitos e segurança internacional mostra como a inteligência artificial passou a ocupar espaço central na agenda geopolítica mundial.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








