Chegou ao museu de Santa Catarina o primeiro Chevrolet Impala de 1958
Veículo histórico, com motor V8 de 275 cv e detalhes de design da década de 1950, é a segunda adição do ano ao acervo do MAP, em Pomerode. Modelo também fez fama no cinema em 'American Graffiti'.

Um dos ícones da indústria automotiva norte-americana ganhou um novo endereço no Brasil. O Chevrolet Bel Air Impala 1958, produzido no primeiro ano de fabricação do modelo — antes de tornar-se uma linha independente — agora faz parte do acervo do Museu do Automóvel de Pomerode (MAP), no Vale Europeu catarinense. Com 5,31 metros de comprimento e traços que definiram o estilo dos grandes carros dos anos 1950, o exemplar preserva características exclusivas de sua estreia, como o conjunto traseiro de seis lanternas e acabamentos cromados que remetem à era de ouro do design automotivo.
O Impala de 1958 não era apenas outro modelo na linha Bel Air: na época, representava a versão mais luxuosa e potente da divisão de modelos intermediários da Chevrolet. Somente em 1959, o nome Impala deixaria de ser um submodelo para ganhar status de série própria. Essa particularidade histórica reforça o valor do exemplar, que pesa 1.700 kg e é movido por um motor V8 de 5,7 L capaz de 275 cv, combinado a um câmbio automático de três marchas e tração traseira. Um legado mecânico que, décadas depois, ainda impressiona entusiastas.
Além de sua relevância técnica e estética, o Bel Air Impala adquiriu fama na cultura pop ao integrar o elenco de American Graffiti (1973), dirigido por George Lucas. O filme, ambientado nos anos 1960, utilizou o clássico para retratar o cotidiano e o espírito jovem da Califórnia da época, consolidando o modelo como símbolo de uma geração. Agora, em Pomerode, o veículo ganha um novo palco para contar sua história.
O MAP, que já abriga mais de 30 automóveis fabricados entre as décadas de 1940 e 1970 — incluindo modelos de marcas como Cadillac, Ford e Lincoln —, segue enriquecendo seu acervo. O Impala é a segunda adição do ano ao espaço, que também inova ao oferecer códigos QR ao lado dos veículos, permitindo que visitantes acessem detalhes sobre motores, acabamentos internos e curiosidades históricas diretamente em seus dispositivos móveis. Uma iniciativa que aproxima o público da engenharia e do design de uma época em que o automóvel era, antes de tudo, um objeto de desejo.



