Rumo e Chs começam em setembro obras de terminal no Porto de Santos para grãos e fertilizantes
Rumo e CHS Agronegócio iniciarão em setembro a construção de um terminal multimodal no Porto de Santos, com investimento de R$ 2,5 bilhões. A estrutura terá capacidade estimada para movimentar 10 milhões de toneladas de grãos e 3 milhões de toneladas de fertilizantes.

Divulgação
A Rumo e a CHS Agronegócio estão programadas para iniciar em setembro a construção de um novo terminal multimodal no Porto de Santos, em São Paulo. O empreendimento receberá investimentos de R$ 2,5 bilhões e será dividido igualmente entre as duas companhias, cada uma com 50% de participação no negócio.
Terminal amplia estrutura para escoamento de grãos
O projeto havia sido anunciado em 2024, mas dependia do cumprimento de condições prévias, incluindo licenciamento ambiental e aprovações regulatórias. Com a liberação dessas etapas, as obras ganham prazo para sair do papel e reforçar a estrutura de exportação brasileira, especialmente para cargas originárias do Centro-Oeste.
A capacidade estimada do terminal é de 10 milhões de toneladas de grãos. Os fertilizantes representarão a carga de retorno, com volume previsto de até 3 milhões de toneladas. O modelo permite aproveitar a infraestrutura em ambos os sentidos do transporte e pode contribuir para dar mais eficiência ao fluxo entre as regiões produtoras e o litoral paulista.
Investimento se conecta à expansão ferroviária em Mato Grosso
A nova estrutura se soma aos investimentos recentes da Rumo na logística agrícola. Em junho, a companhia inaugurou a primeira fase da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, projeto previsto no Novo PAC e considerado o primeiro empreendimento ferroviário brasileiro realizado por meio de autorização estadual. Também foi iniciado um terminal na BR-070, voltado ao escoamento da produção de grãos.
O conjunto de obras em Mato Grosso prevê investimentos de R$ 5 bilhões e faz parte de uma estratégia para ampliar a presença ferroviária em uma das principais regiões produtoras de commodities do país. A ferrovia deverá percorrer mais de 700 quilômetros, com investimento integralmente privado, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e contando com um ramal até Cuiabá.
O contrato prevê a conclusão das demais etapas até 2034. Parte dos trechos ainda depende de licenciamento ambiental, mas o sistema final será interligado ao Porto de Santos. Ao todo, a ferrovia passará por 16 municípios mato-grossenses e criará uma rota estruturada para o transporte de grãos rumo ao principal complexo portuário da América Latina.
Impacto esperado para o agronegócio
A combinação entre terminal portuário e expansão ferroviária pode aumentar a capacidade de escoamento da produção do Centro-Oeste e reduzir a dependência do transporte rodoviário em trechos de longa distância. Para produtores, traders e empresas de insumos, a obra representa um avanço na integração entre áreas produtoras, ferrovias e portos.
O terminal também fortalece a posição de Santos no movimento de commodities agrícolas. Com capacidade para receber grãos e operar fertilizantes como carga de retorno, o empreendimento deve ampliar a competitividade do corredor logístico que abastece Mato Grosso e outros estados produtores.
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