Renegociação de dívidas rurais avança devagar apesar de potencial de R$ 120 bilhões
Cassiano Ribeiro comenta a lentidão na liberação de recursos da Medida Provisória 1376/2026, que já movimenta menos de R$ 4 bilhões em cerca de 20 mil operações.

Divulgação
Renegociação de dívidas rurais vem avançando em ritmo abaixo do esperado, mesmo com o potencial de movimentar cerca de R$ 120 bilhões. Desde o lançamento da Medida Provisória 1376/2026, há aproximadamente dois meses, menos de R$ 4 bilhões foram liberados em cerca de 20 mil operações, um número ainda distante do impacto esperado para o setor agro.
Impacto limitado para produtores endividados
Cassiano Ribeiro destaca que a demora na concretização das operações pode reduzir o efeito prático da medida sobre produtores rurais que precisam reorganizar passivos, manter investimentos e enfrentar os custos de uma nova safra. Para quem depende de crédito e de fluxo de caixa mais previsível, cada etapa de implementação da renegociação influencia diretamente a capacidade de planejar a produção.
Potencial ainda não convertido em alívio amplo
O volume potencial de R$ 120 bilhões indica a dimensão da demanda por renegociação no campo, mas a liberação inferior a R$ 4 bilhões mostra que a operação ainda está em fase inicial. O avanço lento pode limitar o alcance da política, especialmente entre pequenos e médios produtores, que costumam ter menos margem para absorver dívidas antigas e novas despesas produtivas ao mesmo tempo.
Agro acompanha a execução da medida
A acompanhamento da renegociação deve se concentrar na velocidade de pagamento, no número de operações e na ampliação do acesso aos benefícios. Se o ritmo continuar aquém do esperado, a medida pode não entregar em prazo curto o alívio financeiro que o setor considera necessário para sustentar a atividade rural e apoiar a continuidade da safra.
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