Grãos operam em queda em Chicago com foco nas negociações entre EUA e China
Soja, milho e trigo recuam na Bolsa de Chicago antes de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. Mercado acompanha sinalizações sobre compras chinesas, movimentos de fundos e força do dólar.

Divulgação
Os principais contratos de grãos operam em queda nesta quarta-feira (23/9) na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada pela cautela antes do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping. As negociações entre as duas maiores economias do mundo são acompanhadas de perto pelo mercado agrícola, pois influenciam o fluxo comercial, a demanda internacional e as expectativas para as exportações norte-americanas.
Soja recua sem novas confirmações de compras chinesas
Os contratos de soja com entrega em novembro de 2026 operam com queda de 0,53%, cotados a US$ 13,1825 por bushel. A ausência de confirmação de novas compras da China nesta semana pesa sobre o humor dos negócios e reduz o apetite dos investidores para posições compradas. O movimento ocorre em um momento de atenção redobrada aos sinais diplomáticos e comerciais entre Washington e Pequim.
A China representa um dos destinos mais importantes para a soja dos Estados Unidos, o que torna qualquer avanço nas tratativas capaz de alterar rapidamente as expectativas do mercado. Ainda assim, a indefinição sobre o volume de novas aquisições mantém os operadores atentos e favorece a realização de lucros após movimentos anteriores de alta.
Milho acompanha o recuo com liquidação de contratos
O milho também registra pressão vendedora. Os contratos com entrega em dezembro de 2026 caem 1,02% e são negociados a US$ 5,3150 por bushel. O movimento é influenciado pela liquidação de posições por fundos de investimento, que reduzem exposições em um dia de maior cautela e menor disposição para assumir riscos.
A participação dos fundos é relevante porque esses investidores movimentam volumes expressivos e podem ampliar oscilações de curto prazo. Quando há saída de capital ou encerramento de posições, a tendência é de maior pressão sobre os preços, mesmo sem uma mudança imediata nos fundamentos físicos da commodity.
Trigo cai com fortalecimento do dólar frente ao euro
O trigo segue a mesma direção. Os contratos para dezembro de 2026 recuam 0,31%, cotados a US$ 7,1475 por bushel. A queda ocorre em meio ao fortalecimento do dólar em relação ao euro, fator que interfere na competitividade das exportações e na formação dos preços internacionais.
No conjunto da manhã, o mercado demonstra que as decisões ainda pendentes entre Estados Unidos e China continuam sendo o principal ponto de atenção. Até que novas informações sobre compras chinesas, tarifas ou acordos comerciais podem alterar o ritmo das negociações e definir a direção dos grãos nos próximos pregões.
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