Preços do feijão seguem em alta nas regiões produtoras
As cotações do feijão seguem em alta, com destaque para o feijão-preto no Paraná. Estoques finais restritos e produção menor na safra 2025/26 sustentam o mercado.

Divulgação
As cotações do feijão continuam avançando nas principais regiões produtoras, especialmente no mercado do feijão-preto. Na sexta-feira (18), o indicador Cepea/CNA registrou R$ 248,74 pela saca de 60 quilos, com alta semanal de 10,83%. O movimento revela um mercado com poucas sobras e maior resistência dos vendedores em negociar a preços mais baixos.
Feijão-preto lidera as altas
O Paraná, maior produtor nacional da variedade preta, concentra os sinais mais fortes de valorização. A firmeza das ofertas indica que produtores e comerciantes acompanham com cautela a formação dos estoques e a evolução da demanda. Com menos produto disponível para venda imediata, as cotações encontram espaço para subir mesmo diante de compras mais seletivas.
Feijão-carioca também registra avanço
No feijão-carioca, os preços também seguem em ritmo de alta, embora com intensidade menor. No noroeste de Minas Gerais, a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 315,98 na sexta-feira, aumento de 2,47% em uma semana. Vendedores mantêm postura firme, enquanto compradores passam a observar com mais atenção o impacto dos reajustes nas próximas transações.
Estoques restritos sustentam o mercado
O balanço de oferta e demanda da safra 2025/26 aponta para estoques finais de apenas 98,1 mil toneladas, segundo a Conab. O volume reduzido, somado à menor produção do ciclo, cria um cenário favorável à manutenção de preços elevados. A disponibilidade limitada deixa o mercado mais sensível ao ritmo de comercialização, às condições climáticas e ao comportamento da demanda.
Nas próximas semanas, a tendência das cotações dependerá da entrada de novos volumes, da disposição dos produtores em vender e da velocidade das compras por atacado e varejo. Se a oferta continuar apertada, os preços devem permanecer firmes. Por outro lado, uma retomada mais forte das entregas pode aliviar a pressão, ainda que os estoques baixos devam limitar quedas mais expressivas no curto prazo.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








