Preço do frango resfriado supera o da carne suína pela primeira vez desde 2004
No atacado da Grande São Paulo, o quilo do frango resfriado foi cotado a R$ 8,30, acima dos R$ 8,12 da carcaça suína especial. A alta da proteína avícola foi impulsionada pela demanda interna, pelas exportações e pela oferta doméstica mais ajustada.

Divulgação
O preço do frango resfriado superou o da carne suína pela primeira vez desde junho de 2004, segundo a série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento ocorreu em meio à valorização mais intensa da proteína avícola no atacado, enquanto a carcaça suína também avançou, mas em ritmo menor.
Frango é cotado acima da carne suína
Na cotação de 24 de setembro, o indicador Cepea/Esalq registrou R$ 8,30 pelo quilo do frango resfriado no atacado da Grande São Paulo. O valor representa alta de 13,85% no acumulado do mês. A carcaça suína especial, por sua vez, foi cotada a R$ 8,12 o quilo, com elevação de 11,08% no mesmo período.
A diferença entre os preços é resultado da combinação entre maior procura e oferta doméstica mais controlada. Desde o início de setembro, as cotações do frango vêm ganhando força, sustentadas pelo aumento da demanda interna e pelo bom desempenho das exportações. O cenário contrasta com meses anteriores, quando a maior disponibilidade do produto no atacado e a demanda mais fraca pressionavam os valores para baixo.
Setembro marca recuperação das vendas
Setembro se destaca como o melhor período do ano em volume de vendas para o setor. A retomada permite uma recomposição parcial dos preços após um ciclo de quedas e favorece os produtores diante de um mercado interno mais ativo. As exportações também seguem como fator relevante para equilibrar a oferta disponível no país.
Apesar do avanço expressivo, as cotações são referentes ao atacado e não correspondem necessariamente aos preços finais praticados nos supermercados. A formação do valor ao consumidor considera outros componentes, como processamento, distribuição, impostos e margens comerciais. Ainda assim, a inversão em relação à carne suína mostra uma mudança relevante na relação entre duas das principais proteínas consumidas no Brasil.
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