Grãos sentem decepção após encontro entre EUA e China
Mercados de soja, milho e trigo em Chicago registram quedas após ausência de acordos concretos entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, impactando expectativas do agronegócio.

Divulgação
Os preços dos principais grãos negociados na bolsa de Chicago operam em queda nesta sexta-feira, refletindo a decepção dos investidores com a ausência de anúncios significativos após o recente encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. A falta de avanços concretos nas relações comerciais entre as duas potências globais tem gerado incerteza no mercado agropecuário, levando a uma pressão vendedora.
Soja recua com falta de novidades comerciais
A soja, um dos principais produtos de exportação dos Estados Unidos para a China, sente o impacto da falta de notícias positivas. Os contratos futuros com entrega prevista para novembro de 2026 apresentaram uma desvalorização de 1,33%, com as cotações atingindo US$ 13,0025 por bushel. A expectativa de um aquecimento nas compras chinesas de produtos agrícolas americanos, que poderia impulsionar os preços, foi frustrada pela reunião considerada morna entre os líderes.
Milho e trigo seguem a tendência de queda
O cenário de baixa não se restringe à soja. O milho também acompanha a tendência de recuo, com os contratos com vencimento em dezembro de 2026 registrando queda de 2,32%, negociados a US$ 5,1550 o bushel. Analistas apontam que investidores estão optando por liquidar suas posições diante da escassez de notícias animadoras sobre o comércio agrícola entre os dois países. O trigo, por sua vez, não escapou da pressão, com os contratos para dezembro de 2026 caindo 2,76% e sendo cotados a US$ 6,8775 o bushel, evidenciando um sentimento de cautela generalizado no setor.
Mercado aguarda sinais de retomada nas relações comerciais
A dinâmica atual dos preços dos grãos em Chicago demonstra a forte influência das relações geopolíticas e comerciais sobre o agronegócio. A ausência de um acordo claro ou de sinais de reaproximação entre Estados Unidos e China deixa o mercado em compasso de espera, com produtores e investidores atentos a quaisquer movimentações que possam sinalizar uma retomada nas negociações e, consequentemente, um impulso para as cotações. A volatilidade tende a persistir enquanto a incerteza sobre o futuro do comércio agrícola entre as duas nações permanecer.
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