Preço da batata recua com avanço da colheita e aumento da oferta
A redução das chuvas nas principais regiões produtoras acelerou a colheita de batata e ampliou a oferta do tubérculo. As cotações caíram em Itapetininga e Vargem Grande do Sul, com expectativa de continuidade da alta na disponibilidade do produto.

Divulgação
A redução das chuvas na maior parte das regiões produtoras permitiu avançar o ritmo da colheita de batata. Com mais produto chegando ao mercado, a oferta aumentou e pressionou as cotações para baixo, em um movimento observado principalmente em importantes polos produtores de São Paulo.
Queda expressiva nas cotações
Na cotação de segunda-feira (21/9), o saco de 25 quilos da batata ágata especial era negociado a R$ 87,67 em Itapetininga, interior paulista. O valor representa recuo de 32,56% desde o início de setembro, demonstrando o impacto direto da melhora nas condições de campo sobre a formação de preços.
Em Vargem Grande do Sul, também no interior de São Paulo, o saco de 25 quilos estava cotado a R$ 68,33. A cotação acumulava queda de 19,61% no mesmo período. A diferença entre as duas praças reflete fatores locais, como volume disponível, qualidade do produto, custos logísticos e intensidade das negociações.
Produto de boa qualidade chega ao mercado
O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que a maior parte da batata disponível apresenta boa qualidade. Esse cenário favorece a comercialização e reduz a pressão sobre os preços, especialmente quando a entrada do produto no mercado ocorre em ritmo mais intenso do que a demanda imediata.
As chuvas haviam dificultado operações em áreas de produção, atrasando a colheita e limitando temporariamente o volume ofertado. Com a melhora do tempo, produtores conseguiram retomar os trabalhos e organizar o escoamento, aumentando a disponibilidade do tubérculo para compradores e distribuidores.
Oferta deve continuar crescendo
A tendência para os próximos dias é de aumento da oferta, sustentada pela previsão de tempo mais firme e com menos chuvas na região Sudeste. Se o ritmo de colheita continuar acelerado, os preços podem permanecer sob pressão no curto prazo, dependendo também da demanda dos mercados consumidores.
Para o produtor, o cenário exige atenção aos custos de produção, à logística e ao momento de venda. Para o consumidor, a maior disponibilidade tende a melhorar o abastecimento, embora a redução nas cotações agrícolas nem sempre seja repassada integralmente ou de forma imediata aos preços finais.
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