Café atinge menor cotação em três meses na Bolsa de Nova York
O café recua 0,43% em Nova York e alcança o menor patamar em três meses, pressionado pela expectativa de oferta global abundante. Cacau, açúcar e suco de laranja operam em alta, enquanto o algodão cai 0,77%.

Divulgação
O café opera em queda nesta terça-feira, 22, na Bolsa de Nova York, pressionado pela expectativa de uma oferta global mais abundante. Os contratos com entrega em dezembro de 2026 recuam 0,43% e são negociados a 2,7505 centavos de dólar por libra-peso. A cotação atingiu o nível mais baixo dos últimos três meses, reforçando o cenário de cautela entre os investidores.
Expectativa de maior oferta pesa sobre o café
A perspectiva de disponibilidade adequada do produto no mercado internacional reduz a percepção de risco de desabastecimento e limita movimentos de alta. Em um ambiente de oferta crescente, os compradores tendem a adotar uma postura mais seletiva, enquanto os vendedores se antecipam à possibilidade de novas quedas nos preços.
O comportamento do café acompanha a sensibilidade histórica das commodities agrícolas a fatores como clima, produção nos principais países exportadores e fluxo de estoques. Qualquer alteração relevante nessas variáveis pode mudar rapidamente o humor do mercado, especialmente em contratos futuros negociados em bolsas internacionais.
Cacau se recupera com clima na Costa do Marfim
O cacau opera em alta após sucessivas sessões de perdas. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 avançam 0,17%, cotados a US$ 5.357 por tonelada. A recuperação ocorre em meio a previsões de tempo seco na Costa do Marfim, que podem aumentar o estresse hídrico na produção.
Além do fator climático, o movimento também recebe apoio do encerramento de posições vendedoras. Esse processo, conhecido como cobertura de posições, reduz a pressão vendedora e pode acelerar a recuperação das cotações quando há mudança no cenário de curto prazo.
Açúcar e suco de laranja avançam
O açúcar também registra ganhos. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 sobem 0,17% e são negociados a US$ 17,50 por libra-peso. O movimento indica resistência dos preços em um mercado ainda atento às condições de produção e ao ritmo das exportações.
Algodão acompanha o café no vermelho
O algodão opera em queda, com recuo de 0,77% nos contratos da pluma com entrega em dezembro de 2026. A cotação fica em 82,76 centavos de dólar por libra-peso, refletindo maior pressão dos vendedores no segmento.
O suco de laranja concentrado e congelado fecha o quadro de commodities citado em terreno positivo. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, avançam 0,37% e são cotados a US$ 1,4885 por libra-peso. O desempenho mostra que, mesmo em um dia de cautela no café e no algodão, produtos específicos ainda encontram força diante de suas próprias condições de mercado.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








