Menos mamão é exportado em agosto, mas receita se mantém elevada
As exportações brasileiras de mamão recuaram 7% em volume em agosto, mas a receita permaneceu próxima de US$ 6,3 milhões. Preços médios mais altos e a demanda externa sustentam expectativas de crescimento no fim de 2026.

Divulgação
O início do segundo semestre de 2026 registrou queda nas exportações brasileiras de mamão, tanto em volume quanto em ritmo de embarques. Em agosto, foram enviadas pouco mais de 4,2 mil toneladas da fruta ao mercado internacional, resultado 7% inferior ao observado em julho. Mesmo com a redução na quantidade, a receita permaneceu elevada, chegando a pouco mais de US$ 6,3 milhões em valores FOB.
Preço médio ajuda a sustentar a receita
O desempenho mostra que a menor quantidade exportada não foi suficiente para comprometer o valor gerado pelas vendas externas. O preço médio negociado em agosto reached US$ 1,47 por quilo, alta de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse avanço contribuiu para manter a receita em patamar próximo ao de julho e reforça a força comercial da fruta no exterior.
Apesar do recuo frente ao mês anterior, agosto teve o segundo melhor resultado para o mês em volume desde o início da série histórica do ComexStat, em 1997. O dado indica que a demanda internacional pelo mamão brasileiro segue aquecida, mesmo em um cenário de maior concorrência com outros produtos disponíveis no mercado europeu.
Produtos sazonais podem ter influenciado a demanda
Uma possível explicação para a redução nos embarques está na maior procura do mercado europeu por outros produtos de época, como a mexerica. Esses itens podem competir com o mamão na preferência dos consumidores e alterar temporariamente o ritmo de compras. Ainda assim, o desempenho acumulado e os preços mais altos apontam para um cenário favorável aos exportadores.
Resultados acumulados seguem positivos
Entre janeiro e agosto, o preço médio das exportações também ficou acima do registrado no mesmo período do ano passado, alcançando US$ 1,40 por quilo. Com valores unitários mais elevados, os custos de transporte, armazenamento e embalagem tendem a ser melhor diluídos, o que pode favorecer as margens das empresas envolvidas na comercialização externa.
Perspectivas são de alta nos próximos meses
Para o restante de 2026, a expectativa é de aumento nos volumes exportados, especialmente com a melhora na qualidade e na disponibilidade da fruta nas principais regiões produtoras, como o Norte do Espírito Santo, o Sul da Bahia e a Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte e no Ceará. Se o ritmo de produção e a demanda externa se mantiverem favoráveis, os resultados consolidados do ano podem superar ligeiramente os registrados em 2025.
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