Produção de cacau vira sala de aula para estudantes em Linhares
Estudantes da EMEF Prefeito Roberto Calmon visitaram a Fazenda São Luís, em Linhares, para conhecer as etapas da produção de cacau e a relação entre o cultivo, a Mata Atlântica e a conservação ambiental. A atividade marcou a primeira visita da segunda etapa do projeto Nosso Agro.

Divulgação
A produção de cacau ganhou uma função educativa durante uma visita de estudantes à Fazenda São Luís, em Linhares, no Espírito Santo. Cerca de 25 alunos da EMEF Prefeito Roberto Calmon conheceram diferentes etapas da cadeia produtiva do fruto e observaram como ciência, tecnologia e cuidados ambientais estão presentes no trabalho realizado no campo.
A atividade marcou o início da segunda etapa do projeto Nosso Agro, desenvolvido pela Associação Agricultura Forte para aproximar crianças e adolescentes da realidade agropecuária. A proposta é mostrar, na prática, o caminho percorrido pelos alimentos antes de chegar à mesa dos consumidores.
Cultivo integrado à Mata Atlântica
Um dos pontos que chamaram a atenção dos estudantes foi a localização da lavoura, inserida em uma área de Mata Atlântica. O contato com esse ambiente permitiu discutir a relação entre produção agrícola, conservação da vegetação, preservação da água e manutenção da biodiversidade.
Durante a visita, os alunos acompanharam os cuidados com o cultivo e o beneficiamento do cacau, incluindo o tratamento e a secagem das amêndoas. Também conheceram produtos derivados do fruto, como chocolate, amêndoas caramelizadas e nibs, relacionando a produção rural com itens presentes no cotidiano da população.
A experiência foi planejada para ir além da apresentação técnica das etapas produtivas. Ao conversar com produtores e observar o trabalho dentro da propriedade, os estudantes puderam compreender que o agro envolve pesquisa, planejamento, mão de obra especializada e responsabilidade com o território.
Cacau faz parte da história de Linhares
A escolha da Fazenda São Luís também permitiu resgatar parte da história econômica e rural de Linhares. A propriedade, fundada por Emir de Macedo Gomes e atualmente ligada à trajetória de Emir Filho, tem relação direta com o cultivo do cacau e é reconhecida pela qualidade de sua produção.
Ao unir memória, produção e conservação ambiental, a visita mostrou aos jovens que conhecer o campo também significa compreender a identidade da região onde vivem. O cacau, nesse contexto, aparece não apenas como matéria-prima, mas como parte da cultura local e das possibilidades de desenvolvimento do setor agropecuário.
Projeto amplia o contato das novas gerações com o agro
O Nosso Agro, coordenado pela Campo Vivo, busca desmistificar informações sobre a atividade agropecuária e apresentar as diversas profissões que fazem parte da cadeia produtiva. A iniciativa destaca que o setor reúne conhecimentos de áreas como agronomia, meio ambiente, gestão, logística, tecnologia e alimentos.
Nesta segunda etapa, novas atividades e visitas a propriedades rurais devem ampliar o debate sobre sustentabilidade e produção responsável. Para os organizadores, aproximar os estudantes dessa realidade é uma forma de valorizar quem produz e estimular reflexões sobre o futuro da alimentação e do campo.
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