Mamão havaí recupera preços na Bahia com oferta mais controlada
O mamão havaí voltou a valorizar no Sul da Bahia após semanas de queda, impulsionado pela menor oferta provocada pelo tempo mais ameno. No Norte do Espírito Santo, os preços se mantiveram estáveis, mas problemas de qualidade e a possibilidade de aumento da oferta podem pressionar as cotações.

Divulgação
O mamão havaí voltou a registrar alta nos preços durante a semana de 7 a 11 de setembro no Sul da Bahia, interrompendo o movimento de desvalorização observado entre o fim de agosto e o início do mês. A variedade tipo 12-18 foi comercializada a R$ 1,73 por quilo, valor 5% acima do praticado na primeira semana de setembro. A recuperação reflete, principalmente, uma oferta mais controlada no mercado regional.
Tempo mais ameno reduz ritmo de maturação
A menor disponibilidade da fruta está relacionada às temperaturas mais baixas e à maior ocorrência de dias nublados em áreas produtoras, como Teixeira de Freitas e regiões próximas. O clima interferiu no ritmo de maturação dos mamoeiros, retardando a chegada de novos volumes ao mercado. Com menos fruta disponível para venda, os preços encontraram espaço para reagir após a queda registrada em agosto.
No Norte do Espírito Santo, principal região produtora da variedade havaí, o comportamento foi de estabilidade. O mamão foi cotado a R$ 1,57 por quilo, sem alteração relevante em relação à semana anterior. A região também vinha enfrentando pressão sobre os valores devido ao maior volume ofertado, mas o controle momentâneo da disponibilidade ajudou a sustentar as cotações.
Qualidade ainda preocupa os produtores
Apesar da melhora nos preços, o setor acompanha com atenção os efeitos das oscilações de temperatura sobre a qualidade dos frutos. O início de setembro favoreceu o surgimento de manchas fisiológicas, problema que pode reduzir a aceitação da fruta e causar perdas na classificação comercial. A situação exige cuidado no manejo, na colheita e no transporte até os centros de distribuição.
Para os dias seguintes, a expectativa é de elevação das temperaturas nas regiões produtoras. O tempo mais quente pode contribuir para melhorar a qualidade dos mamões, mas também tende a acelerar a maturação e aumentar a oferta no mercado. Se o volume disponível voltar a crescer, as cotações na Bahia e no Espírito Santo podem perder força e recuar novamente.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








