Lideranças da Milagro recebem prêmio por projeto contra a fome na África
Executivos da Milagro Agro Brasil foram homenageados com o Troféu Destaque 2026 pelo trabalho no agronegócio e pela expansão do capim Dunamis na África, projeto que busca aumentar a produção de leite e carne e fortalecer a segurança alimentar no continente.

Divulgação
Quatro lideranças da Milagro Agro Brasil receberam, na noite do dia 3, o Troféu Destaque 2026 durante uma cerimônia realizada a bordo de um cruzeiro de luxo na Europa. O engenheiro agrônomo e sócio-fundador Orlando Carlos Martins, a presidente Simone Almeida Martins, o diretor de expansão Alexandre Hemza e a CEO Cris Reis foram reconhecidos pela trajetória no agronegócio e por iniciativas voltadas ao aumento da produção de alimentos.
Premiação destaca atuação no agronegócio
A homenagem dá evidência ao trabalho desenvolvido pela companhia com tecnologias para pastagens e à expansão de seus projetos para o continente africano. A cerimônia, conduzida por Kelly Carmona, reuniu empresários e personalidades, entre elas o Dr. Rey. O Troféu Destaque já teve nomes como Rodrigo Faro e Giovanna Antonelli em edições anteriores.
Dunamis aposta na produtividade das pastagens
Um dos principais produtos da Milagro Agro Brasil é o capim Dunamis, variedade forrageira apresentada pela empresa como alternativa de alta produtividade e menor exigência de produção. A pastagem já é utilizada por pecuaristas brasileiros na alimentação do rebanho, com aplicações na produção de leite e na engorda de bovinos.
A experiência acumulada no Brasil serve de base para o projeto Dunamis to Africa. Para Orlando Carlos Martins, o continente africano reúne terras, chuvas e rebanhos em escala suficiente para ampliar sua produção agropecuária. O desafio, na avaliação do engenheiro agrônomo, é converter esses recursos naturais em produtividade, alimento e renda para a população.
Projeto combina sementes e transferência de conhecimento
A iniciativa prevê levar pastagens de alta produtividade para diferentes regiões da África, mas não se limita à distribuição de sementes. O modelo inclui orientação sobre plantio, manejo e produção pecuária, com o objetivo de permitir que produtores e comunidades locais desenvolvam a atividade de forma contínua e sustentável.
A Milagro Agro Brasil informou a doação de 52 toneladas de Dunamis, volume equivalente a dois contêineres de 40 pés. Segundo a companhia, a variedade já está estabelecida em cinco países africanos e passa por expansão comercial desde 2023. A empresa estima que o capim possa se adaptar a cerca de 70% das áreas tropicais do planeta, incluindo parte expressiva da África e do Nordeste brasileiro.
Meta alcança 2.600 localidades africanas
A doação deve subsidiar a implantação de pastagens em aproximadamente 2.600 localidades, totalizando mais de 5 mil hectares cultivados. Pelas projeções do projeto, cada área de cerca de dois hectares poderá contribuir para alimentar aproximadamente 120 caprinos ou 20 bovinos de até 300 quilos por mais de dez anos, depois de estabelecida.
Produção de leite e carne pode crescer
O objetivo central é fortalecer a pecuária local e ampliar a disponibilidade de alimento para os animais. Com pastagens mais produtivas, especialmente durante períodos de seca, a expectativa é reduzir perdas de peso e a mortalidade associada ao consumo de capins nativos de baixa qualidade. O aumento da eficiência pode resultar em mais leite e carne para as comunidades.
Segurança alimentar e geração de renda
Para Orlando Martins, a modernização da pecuária africana pode produzir efeitos em cadeia. Além de melhorar o abastecimento de alimentos, a atividade tem potencial para movimentar economias regionais e criar fontes de renda. O Dunamis to Africa foi estruturado para transformar condições naturais já existentes em desenvolvimento econômico e segurança alimentar.
A iniciativa integra uma missão mais ampla da Milagro Agro Brasil, chamada de combate às quatro fomes do mundo: espiritual, intelectual, humana e animal. Ao transferir para a África uma tecnologia desenvolvida e testada no campo brasileiro, a empresa aposta que ganhos de produtividade nas pastagens também poderão ajudar regiões vulneráveis a produzir mais alimentos.
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