Empresa brasileira lança Ia de pulverização seletiva no algodão
A Eirene Industrial apresenta no Congresso Brasileiro do Algodão a SaveFarm Cotton, solução que usa visão computacional e aprendizado de máquina para identificar plantas daninhas e partes do algodoeiro durante a pulverização.

Divulgação
A Eirene Industrial, empresa brasileira de tecnologias para pulverização de precisão, lança a SaveFarm Cotton durante o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Belo Horizonte, na terça-feira, 22 de setembro. A novidade leva inteligência artificial às operações de controle de plantas daninhas na cotonicultura, com decisões tomadas em tempo real durante a passagem do pulverizador.
Tecnologia identifica alvos durante a aplicação
A SaveFarm Cotton combina visão computacional e aprendizado de máquina para reconhecer plantas invasoras e estruturas do algodoeiro. Câmeras instaladas na barra do equipamento capturam imagens da lavoura, enquanto os algoritmos analisam as informações e determinam os pontos que devem receber a aplicação. O processo permite diferenciar o alvo da cultura no momento da operação, reduzindo a dependência de tratamentos uniformes em toda a área.
Para funcionar em diferentes situações de campo, o sistema foi desenvolvido com base em milhões de imagens de lavouras de algodão. Segundo Eduardo Marckmann, CEO da Eirene Industrial, o treinamento dos algoritmos considera variações de estágio da cultura, tipo de solo, luminosidade, cultivares e demais condições encontradas nas propriedades. Essa diversidade de dados busca aumentar a capacidade de reconhecimento da ferramenta em ambientes reais de produção.
Precisão pode reduzir desperdícios
A pulverização seletiva representa uma mudança importante na forma de manejar plantas daninhas. Em vez de aplicar produtos de maneira contínua sobre a lavoura, o equipamento pode direcionar a calda apenas onde há necessidade. Com isso, a tecnologia pode contribuir para menor consumo de defensivos, redução de desperdícios e aplicação mais eficiente dos recursos utilizados no campo.
Além do ganho operacional, o uso de decisões baseadas em imagens abre espaço para manejo mais criterioso e adaptado às condições de cada área. Para os produtores, a principal expectativa é unir produtividade, controle adequado das invasoras e uso mais racional de insumos. O lançamento reforça a presença de soluções nacionais de agricultura digital em uma das culturas de maior relevância econômica para o agronegócio brasileiro.
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