Desmatamento na Amazônia e Cerrado atinge menores índices históricos em um ano
Dados do Inpe revelam quedas expressivas na devastação dos biomas entre agosto de 2025 e julho de 2026, impulsionadas por políticas ambientais e cooperação intergovernamental.

Divulgação
Os esforços de combate ao desmatamento no Brasil parecem estar surtindo efeito, com dados divulgados nesta sexta-feira (16) apontando para reduções significativas na Amazônia e no Cerrado. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia registrou uma queda de 41,8% na área desmatada, enquanto o Cerrado viu uma diminuição de 23,8%. Esses índices representam as menores extensões de desmatamento registradas nas séries históricas monitoradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Queda histórica impulsionada por políticas integradas
A Amazônia, que em julho de 2026 apresentava 5.731 km² desmatados, viu esse número cair para 3.335 km² em agosto, o menor patamar desde 1998. No Cerrado, a redução foi de 7.235,27 km² para 5.516,69 km² no mesmo período, atingindo o menor índice desde 2001. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima celebrou os resultados, classificando-os como um marco para a preservação ambiental e um reflexo da concretização de políticas públicas eficazes.
Pilares da sustentabilidade e cooperação governamental
A estratégia para alcançar esses resultados se baseia em três pilares essenciais, segundo o ministro: a ciência, que orienta as ações com base em dados e estudos; a democracia, promovendo a participação da sociedade civil e de órgãos consultivos; e o pacto federativo, que assegura o engajamento de prefeitos e governadores no combate ao desmatamento, independentemente de suas afiliações políticas. A ministra da Casa Civil destacou a importância da coordenação ministerial e da cooperação entre os diferentes níveis de governo e a sociedade para o sucesso das iniciativas.
Impacto positivo no agronegócio e na imagem internacional
As ações de fiscalização, o fortalecimento de órgãos como o ICMBio, a criação de novas unidades de conservação e a homologação de terras indígenas também contribuíram para essa redução. Para o setor do agronegócio, a queda no desmatamento é vista como um diferencial competitivo crucial no mercado internacional. Com a crescente exigência de sustentabilidade por parte de blocos como a União Europeia, que restringe a entrada de produtos de áreas desmatadas, a preservação ambiental se torna um passaporte para a inserção dos produtos brasileiros no comércio global, consolidando o país como um importante player na exportação de alimentos.
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