Chuvas atrasam reta final da colheita de café no Cerrado Mineiro
Chuvas irregulares elevaram a umidade do solo e suspenderam o recolhimento do café de chão na maior parte do Cerrado Mineiro. A colheita atingiu 99% do previsto, mas produtores enfrentam perdas e risco de doenças após temporais e granizo.

Divulgação
As chuvas registradas entre os dias 10 e 16 de setembro atrasaram a fase final da colheita de café no Cerrado Mineiro. A distribuição irregular das precipitações elevou a umidade do solo e interrompeu o recolhimento do café de chão na maioria das áreas produtoras. Mesmo com o obstáculo climático, os trabalhos já alcançaram 99% do volume previsto.
Beneficiamento mantém avanço expressivo
O beneficiamento da produção também segue em ritmo elevado. Segundo o balanço regional, 91% do total produzido já passou pelo processo. O resultado mostra que a maior parte da safra foi conduzida às etapas de preparação e armazenamento, apesar das dificuldades impostas pelo tempo úmido na reta final da colheita.
O café de chão corresponde a aproximadamente 30% do volume total da safra, e 81% desse material já foi recolhido. O rendimento médio geral permanece em 455 litros por saca de 60 quilos, considerado um dos melhores patamares das últimas safras na região. O indicador reforça o bom desempenho agrícola, ainda que as chuvas possam elevar perdas e complicar a conclusão dos trabalhos.
Granizo aumenta risco de doenças nas lavouras
Além dos impactos diretos sobre o café derrubado no chão, os produtores precisam acompanhar os danos causados pelo granizo em propriedades de Patos de Minas, Perdizes, Serra do Salitre e Araxá. As lesões nos ramos e folhas podem abrir portas para a entrada de patógenos, especialmente em um ambiente com maior umidade.
Entre as principais preocupações estão a phoma e as bacterioses, doenças capazes de prejudicar a recuperação das novas brotações e afetar o desenvolvimento futuro das plantas. O risco varia conforme a intensidade do granizo, o estado sanitário de cada lavoura e as condições climáticas dos próximos dias.
Manejo preventivo deve ser avaliado por área
Os produtores devem inspecionar individualmente as propriedades atingidas e buscar orientação técnica antes de definir qualquer aplicação. Quando necessário, o uso de fungicidas protetores e a continuidade do manejo fitossanitário podem reduzir o avanço de doenças. A avaliação rápida é importante para preservar a recuperação das plantas e proteger o potencial produtivo da próxima safra.
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