Café se valoriza na Bolsa de Nova York enquanto outras commodities agrícolas apresentam cenário misto
O mercado futuro de commodities agrícolas na Bolsa de Nova York registrou um dia de oscilações nesta sexta-feira. O café arábica liderou as altas, impulsionado por compras técnicas, enquanto o açúcar também registrou valorização. Por outro lado, cacau, algodão e suco de laranja encerraram o pregão com quedas.

Divulgação
O mercado global de commodities agrícolas na Bolsa de Nova York operou com movimentações distintas nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, com destaque para o desempenho dos contratos futuros das principais culturas. Enquanto o café e o açúcar trouxeram notícias positivas para seus respectivos setores, outras importantes commodities como cacau, algodão e suco de laranja enfrentaram um dia de desvalorização, refletindo a complexidade e a diversidade das forças que atuam nos mercados internacionais.
Café se valoriza impulsionado por operações técnicas
Para os produtores e exportadores de café, a notícia da valorização do grão trouxe um alívio ao setor. Os contratos futuros do café arábica, com entrega prevista para dezembro de 2026, apresentaram uma alta expressiva de 2,34%, atingindo a cotação de 2,8175 centavos de dólar por libra-peso. Este movimento de alta é atribuído principalmente a um fenômeno de 'compras técnicas' no mercado, que frequentemente ocorre após períodos de quedas consecutivas, sinalizando um ajuste e uma possível busca por novos patamares de preço.
A força do café neste dia é um indicativo importante para o agronegócio, especialmente no Brasil, que é um dos maiores produtores mundiais. Flutuações na bolsa de Nova York influenciam diretamente as decisões de plantio, investimento e comercialização, impactando a renda de milhares de famílias que dependem da cultura do café para seu sustento, desde as grandes lavouras até as pequenas propriedades familiares no interior de Goiás e de outros estados produtores.
Outras commodities em cenário de oscilação
No entanto, o panorama não foi unânime entre todas as commodities acompanhadas. O cacau, por exemplo, viu seus contratos para dezembro de 2026 recuarem 0,5%, sendo negociados a US$ 5.562 por tonelada. Da mesma forma, o algodão também enfrentou um dia de desvalorização, com os papéis para entrega em dezembro de 2026 caindo 0,91%, para 82,54 centavos de dólar por libra-peso.
Por outro lado, o açúcar seguiu a tendência de alta observada no café. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 subiram 0,63%, alcançando o valor de US$ 17,67 a libra-peso. Esta valorização pode ser um reflexo da demanda global ou de fatores específicos da produção e logística do setor sucroenergético, de grande importância para a economia brasileira. Já o suco de laranja concentrado e congelado teve um dia de baixa, com os contratos mais negociados para novembro de 2026 registrando um recuo de 0,93%, cotados a US$ 1,5135 a libra-peso, evidenciando a complexidade e a diversidade das forças que atuam nos mercados futuros de commodities e a constante necessidade de monitoramento por parte dos produtores e investidores.
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