Cacau em alta em Nova York reflete desafios climáticos na Costa do Marfim
Chuvas excessivas na principal região produtora de cacau do mundo elevam preços em Nova York, enquanto outros commodities agrícolas apresentam movimentos mistos.

Divulgação
O mercado de cacau em Nova York registrou um aumento significativo, impulsionado por notícias de condições climáticas adversas na Costa do Marfim, o maior produtor mundial. Os contratos futuros com vencimento em dezembro fecharam em alta de 1%, alcançando US$ 5.733 por tonelada. Essa valorização reflete a preocupação com a oferta diante de chuvas em excesso que estão dificultando o acesso dos agricultores às plantações e a logística de escoamento da safra 2026/27.
Impacto das chuvas e infraestrutura
A consultoria Barchart aponta que as fortes chuvas na Costa do Marfim não apenas atrasam o início da colheita, mas também afetam a infraestrutura local. Estradas bloqueadas e pontes danificadas impedem que os agricultores levem suas amêndoas aos portos, gerando gargalos na cadeia de suprimentos. Essa situação, que ocorre justamente no período crucial da colheita, intensifica a pressão sobre os preços globais do cacau.
El Niño e o futuro da produção
As previsões de um El Niño de forte intensidade adicionam uma camada extra de incerteza ao mercado. Um fenômeno climático mais severo pode trazer um cenário de temperaturas mais altas e secas para a África Ocidental, afetando diretamente países como Costa do Marfim e Gana. Essa condição climática pode reduzir a umidade do solo e, consequentemente, a produtividade das lavouras, impactando ainda mais a oferta futura de cacau.
Outras commodities agrícolas em destaque
Enquanto o cacau sobe, outros produtos agrícolas apresentaram movimentações distintas. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) sofreu uma forte desvalorização, com os lotes para novembro caindo 6,30% e negociados a US$ 1,4185 a libra-peso. Essa baixa é atribuída à diminuição da demanda em mercados importantes como EUA e Europa. O açúcar, por outro lado, mostrou valorização, com os lotes de demerara para março do próximo ano subindo 1,24%. O café arábica também registrou leve alta, com contratos de dezembro avançando 0,72%. O algodão, por sua vez, teve uma leve queda de 0,11%.
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